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Força de segurança realiza ocupação do Calafate

Ação após registro de 4 mortes em uma semana na região 

Na manhã desta quarta-feira (24) as forças de segurança do Estado iniciaram os trabalhos de ocupação da regional do Calafate. Todos os veículos são abordados e pessoas suspeitas são revistadas.

O tenente da Polícia Militar Auri explica que a ação de ocupação é uma forma das forças de segurança retomar o controle da região. “O foco é abordagem a veículos, é moto roubada, todos os aspectos que englobam a violência.”

Para o secretário de segurança, coronel Paulo César, a “Operação Ocupação” não tem data para terminar e a ação integrada entre as forças policiais pode atingir outras regionais, como a do segundo distrito, por exemplo, até que os índices de violência voltem a cair. “Temos o emprego noturno do Batalhão Especial de Operações Especiais, concomitante a isso temos o aparato também da secretária de segurança pública com o grupamento aéreo, dando apoio necessário aos grupos terrestre, bem como a plataforma de observação naquela região e a Polícia Civil está levanto para a quarta regional o maior aporte, no sentido de priorizar a investigações dos crimes contra a vida.”

Nos últimos dias, a guerra entre facções se acirrou na regional do Calafate. Pelo menos 4 homicídios foram registrados na região, entre eles, a morte de uma inocente: Melina Queiroz Pimentel, de apenas 12 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça enquanto trabalhava no comércio do pai, no conjunto Ilson Ribeiro.

No velório, na semana passada, a mãe, Mariusa dos Santos, não conseguia acreditar que a filha tenha tido um fim tão trágico. “Não estou acreditando. Pra mim a minha filha está lá pra minha irmã, que ela gostava muito das tias dela. Era o único canto que ela ia, pras tias dela, e me ajudava a cuidar da única irmãzinha que ela tinha, e ajudar o pai dela.”

No Calafate pichações com siglas de facções criminosas podem ser vistas em muros e até em paredes de residências. Alguns comerciantes fecharam as portas e abandonaram o bairro. Muitos moradores estão vendendo ou alugando suas casas com medo da violência.

“Está um absurdo, porque qualquer hora estão matando um, não tem mais paz na vida”, disse o aposentado Aldemar Souza.

No Ilson Ribeiro, há registro de que pessoas estão sendo expulsas de seus imóveis por membros de facção. “As autoridade têm que se for possível, se não mandara polícia pra ficar aí, eles têm de vir pra cá pro Ilson Ribeiro, porque não dá não. Se você vê o monte de gente que foi expulsa já”, contou o aposentado Oscar de Souza.

Quem também sofre com a violência na regional do Calafate são os comerciantes, os que não fecharam as portas, colocaram placa de vende-se no imóvel para sair do local, como afirma o autônomo Afonso da Silva, “nunca vi essa violência. Era bom demais, a gente dormia até de porta aberta, agora não tem condição mais, é violência demais no bairro. Alguns comerciantes estão fechando o comércio porque não tem condições.”

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