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Golpista adultera registro de empresa e vira sócio majoritário

Empresária diz ter sido vítima de estelionato em Rio Branco

Uma empresária do ramo de ferragem acredita ter sido vítima de estelionato em Rio Branco. O golpista teria alterado o registro da empresa.

“Na segunda-feira (8) nós mandamos um funcionário fazer um exame admissional para contratar ele como ferreiro. Quando ele chegou na Santa Casa a moça que atendeu falou que não podia fazer o exame, porque a empresa estava registrada como Salão de Beleza e Estética sendo que a empresa é da área de ferragem. Eu liguei no contador, o contador falou que podia ser algum erro do sistema e que no outro dia ia mandar o boy na Junta Comercial. Quando o rapaz chegou ele foi informado que a empresa tinha sido toda adulterada aí ele entrou em contato com a gente”, explica a vítima, que não quis divulgar o nome.

De acordo com a empresária, o suspeito de estelionato teria conseguido falsificar a assinatura no cartório, depois foi até a Junta Comercial e lá conseguiu ficar como sócio da empresa e deixou a proprietária como sócia cotista.

“Hoje eu passei de proprietária para cotista, eu tenho uma pequena cota, ele virou sócio administrativo da minha empresa com plenos poderes e eu não posso mexer em nada, não posso fazer compras, não posso nem assinar carteira de três funcionários que eu ia contratar dia 1”, disse a empresária.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da 4ª regional. Conforme o Delegado Karlesso Nespoli, o golpista já foi identificado pela polícia.

“Mais um caso de estelionato e também falsidade documental, material, também uma falsidade ideológica. Uma pessoa, possivelmente esse estelionatário, utilizou dessa frase para virar sócio proprietário da empresa modificando a estrutura administrativa dela. Possivelmente foram usadas assinaturas falsas em documentos e ele conseguiu reconhecer essa firma em cartório. Já estamos fazendo a investigação, nós já investigamos a pessoa que teria ido lá ao cartório entregar esses documentos, estamos fazendo outro levantamento de informações e esperamos em breve elucidar totalmente esse fato”, declarou o Delegado, Karlesso Nespoli.

O problema é que segundo o delegado, a legislação criminal para esse tipo de caso é branda, e prevê apenas o pagamento de pena alternativa. “Para caber prisão preventiva em um caso desses nós precisamos provar que ele fez outros estelionatos, infelizmente um estelionato só não vai caber uma prisão preventiva. Infelizmente a nossa legislação protege, por não ser um crime tão grave, por não ser um crime de grande abalo. Ele ia responder em liberdade, futuramente condenado e iria ainda prestar uma pena alternativa”, concluiu o delegado.

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