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Hildebrando silencia durante depoimento no Fórum Barão do Rio Branco

Raimundinho, outro acusado, disse apenas não ter envolvimento no crime

Atendendo pedido da Justiça do Piauí, a Primeira Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco ouviu Hildebrando Pascoal na manhã desta segunda-feira (19), no processo em que é acusado de matar, a golpes de faca, José Hugo Alves,  na cidade de Parnaguá, PI, em janeiro de 1997.   

Hildebrando chegou caminhando com a ajuda dos policiais da escolta e de uma muleta. Parecia tranquilo. O Juiz Leandro Leri Gross estava cumprindo um pedido da justiça da cidade de Parnaguá, no Piauí, e, através de carta precatória, deveria colher os depoimentos dos réus Hildebrando Pascoal e Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho.

A audiência demorou menos de 30 minutos. Hildebrando ficou calado e apenas entregou uma bolsa contendo vários documentos. A defesa do réu pediu que cópias fossem enviadas para Parnaguá. Já Raimundinho disse que não teve envolvimento no crime e não quis responder outras perguntas.

O crime, segundo o Ministério Público, fazia parte de um plano de vingança. Seis meses antes de ser morto, José Hugo matou o irmão de Hildebrando, Itamar Pascoal. Depois do crime, Hugo fugiu par ao Piauí. Hildebrando, ainda segundo a denúncia,  chegou a sequestrar a família do matador para conseguir seu paradeiro. Durante a caçada, mais duas pessoas foram mortas: Agilson Firmino dos Santos, o Baiano, que foi serrado vivo, e o filho dele, Wilder Firmino de 13 anos.

De acordo com a denúncia, Hugo foi encontrado numa fazenda em Parnaguá. Hildebrando recebeu a ajuda de dois oficiais da Policia Militar do Piauí e um Juiz aposentado, Osório Marques Bastos, que também estão arrolados no processo como réus. A vítima foi algemada e colocada num veículo. O grupo que prendeu levou Hugo até a divisa com o Estado da Bahia. Próximo à cidade de Formosa do Rio Preto, ele foi levado para fora da estrada, e segundo o MP o próprio Hildebrando cortou o pescoço de Hugo com uma faca.

Para o Promotor de Justiça Leandro Portela, o julgamento desse caso encerra a sequência de processos relacionados ao crime organizado o Acre.

Com os depoimentos, o juiz de Parnaguá ainda vai definir a data do julgamento que levará a júri popular Hildebrando Pascoal, Raimundinho, o juiz aposentado do Piauí, Osório Marques Bastos, e dois militares que ajudaram na captura de Hugo.

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