Iapen confirma casos de síndrome gripais em presídios do Acre

Segundo presidente do órgão, em Sena Madureira 50% dos presos apresentaram sintomas

Mesmo sem a pandemia do novo coronavírus chegar ao fim, um forte surto de gripe tem comprometido a saúde de muitas pessoas. Os registros já comprovam que não existe um perfil. Crianças, jovens, adultos e idosos, todos estão vulneráveis ao vírus, e dentro dos presídios a situação fica ainda mais complicada. Com superlotações, controlar uma disseminação de vírus é quase impossível.

A confirmação foi feita pelo presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC). Arlenilson Cunha explica que, quando identificados os primeiros casos, as providências logo foram tomadas.

“Nós tivemos alguns casos em Rio Branco, e durante esses dois dias foram atendidos mais de 130 presos. Em Taraucá também tivemos atendimentos, 261 presos, cerca de 50%, apresentaram sintomas gripais. Temos empreendido esforços no sentido de acompanhar e monitorar. No momento, Amaro, Quinari e feminino estão dentro da normalidade, não tem casos. Nós demais presídios, como o de Sena Madureira, tem apresentado alguns casos gripais”.

Quanto à informação que faltam remédios, ele explica o que ocorreu. “Nós temos sim remédios injetáveis, como dipirona e demais remédios, e hoje pela manhã nós recebemos mais medicamentos, que foi repassado pela Secretaria de Saúde. Nós não tínhamos dipirona em comprimido mas os demais remédios estão garantidos e assegurados”, afirmou Cunha.

Para garantir que o vírus não atinja mais reeducandos, algumas medidas serão tomadas. “Nós vamos adotar algumas medidas. Hoje eu me reuni com a equipe de segurança onde vai ser trabalhada as barreiras sanitárias, como: aferição de temperatura, e também o recebimento de polivitamínico e vitamina C, que não precisam de prescrição médica”, concluiu.

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