Iapen no Acre se torna alvo de operação da Polícia Civil

Policiais investigam compra de marmitas superfaturadas para o presídio Francisco d’Oliveira Conde

Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Civil realizou uma operação e cumpriu mandados de busca e apreensão no Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), para investigar gastos relacionados a compra de marmitas para o complexo penitenciário Francisco d’Oliveira Conde.

Os policiais chegaram por volta das 7 horas e impediram a entrada dos funcionários que chegavam, bem como a saída dos que já estavam no local. A Polícia Civil investiga os gastos relacionados à compra de comida, que, além do alto valor, também informavam a compra de marmitas desnecessárias feitas no período em que a empresa Tapiri trabalhou para o Iapen.

Os policiais estão investigando ainda se não só a empresa estava envolvida como também servidores públicos do Iapen que atestavam essas compras. A polícia não entrou em detalhes do quanto foi gasto na compra dessas marmitas.

Em 2020, o Iapen mudou a empresa responsável pelas marmitas dos presos e até anunciou que o valor da licitação era bem menor em comparação aos valores oferecidos pela Tapiri. Segundo a Polícia Civil, o período de licitação desta nova empresa não está sob investigação.

Segundo o delegado Josemar Portes, as investigações ainda estão nas etapas iniciais. “Não há ainda nenhuma improbidade comprovada. Existem indícios que demandam uma investigação, isso é da nossa natureza. Nós não adotaremos uma postura perseguidora, mas temos que apurar todas e eventuais denúncias”, enfatiza.

Já o Iapen afirmou que vai cooperar com as investigações. Segundo o presidente Arlenilson Cunha, essas denúncias precisam ser colocadas a limpo. “É de interesse do Iapen colocar todos os contratos a limpo. Alguns deles as empresas já não estão mais com o contrato firmado e é importante esclarecer isso”, afirmou.

Informações do repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta

Deixe uma resposta