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Incêndios são retaliações por causa de bloqueadores

Governo diz que já esperava reação de facções

Os incêndios a quatro ônibus na Capital, o incêndio a um quiosque em Tarauacá e a tentativa de queimar um ônibus na garagem da Prefeitura de Sena Madureira são retaliações pela operação dos bloqueadores do sinal de celulares em presídios da Capital.

“É claro que o bloqueador de celulares iria trazer uma retaliação. E ocorreu uma retaliação. Nós hoje estamos com bloqueadores funcionando cem por cento. O escritório do crime está completamente às escuras. O escritório do crime hoje não conversa com o mundo externo”, disse o secretário de Estado de Segurança Pública Emylson Farias.

Uma coletiva de imprensa foi realizada na tarde deste domingo. Duas notas oficiais do Governo do Acre foram emitidas tentando explicar as providências do poder público em relação aos atentados.

Dos três homicídios ocorridos na Capital, pelo menos um tem relação direta com a disputa de grupos criminosos. Segundo o secretário de Estado de Segurança, a polícia transferiu para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), 22 presos que estavam no Francisco D’Oliveira Conde e 1 que estava no presídio de Sena Madureira.

Todos já estão no presídio de segurança máxima na Capital. Além dessas transferências, 26 pessoas foram presas em Rio Branco no fim de semana acusadas de fazer parte da “retaliação”. Outros criminosos continuam sendo procurados.

O secretário anunciou que 400 homens da Polícia Militar, Polícia Civil e Exército reforçam a segurança nas ruas da Capital nos próximos dias. Mas, se os bloqueadores já estão impedindo a comunicação dos líderes de facção presos com os criminosos que estão livres, os atentados foram possíveis, segundo o Governo, por uma espécie de ações descoordenadas e sem liderança centralizada, como ocorreu em outros atentados.

As empresas de ônibus suspenderam o serviço no fim da manhã de domingo por medo de novos ataques. As paradas de ônibus ficaram vazias durante parte do dia. O serviço só foi normalizado no fim da tarde com escolta de 20 viaturas e 60 policiais.

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