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Polícia Civil encerra inquérito do caso Maria Cecília

Pai e avó da bebê serão indiciados por homicídio doloso

Após 4 meses de investigação, o delegado, Martin Hessel apresentou nesta quarta-feira (3), a conclusão do inquérito policial do caso chocou a opinião pública. Nele, o delegado aponta o policial federal, Dhyemerson Cavalcante, e sua mãe, Maria Gorete Cavalcante, como autores da morte da pequena Maria Cecília, de apenas 2 meses.

A conclusão se baseou em depoimentos e principalmente em oito laudos periciais, incluindo um cadavérico, que confirma a morte da criança por bronco-aspiração, ou seja: Maria Cecília ingeriu uma grande quantidade de leite industrializado, provocando sua morte. “Por dois dias seguidos a vó da criança alimentou ela com leite industrializado, portanto, não há como dizer que não houve intenção já que todos sabiam que por determinação medicas a criança não podia de se alimentar” afirma o delegado.

As mensagens de áudio e texto trocadas entre a mãe da criança, Micilene Souza e Dhyemerson, também serviram de prova. No material periciado, ficou evidente o desejo do acusado de que Micilene realizasse o aborto da criança, quando a mesma estava grávida, por não ter certeza de que Maria Cecília seria sua filha, mas a divulgação do exame de DNA no mês de abril confirmou a paternidade.

Dhyemerson Cavalcante e sua mãe Maria Gorete serão indiciados por homicídio qualificado e impossibilidade de defesa da vítima, configurando o homicídio doloso, quando existe intensão de matar. O inquérito agora será remetido ao judiciário e depois ao Ministério Público Estadual para apresentar a denúncia.

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