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“Haveria uma chacina interna”, diz diretor da Papudinha

Liberação de 380 presos expõe fragilidade do sistema

O diretor da Unidade Prisional 4 (Papudinha), Denis Pícolo, afirmou que já administra a possibilidade de haver novos ataques à unidade há aproximadamente quatro semanas. Sem alternativas, solicitou à juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campos a liberação de 380 presos que cumprem pena no regime semiaberto.

“A juíza Luana Campo não gosta desse tipo de situação e de ter que tomar essa decisão, mas eu mostrei a ela que não havia alternativa: haveria uma chacina interna”, disse. “O ambiente é de muita tensão e eu tinha que tomar alguma decisão”.

Um vídeo que circula em redes sociais mostra um grupo expondo a cabeça de um homem. A decapitação e o esquartejamento ocorreram no sábado (3), confirmada pela polícia. O diretor da unidade Papudinha, Denis Pícolo, chegou a conversar com a vítima dias antes. Identificado apenas como “Evilásio”, o jovem era um dos integrantes do Comando Vermelho.

As autoridades policiais acreditam que esse vídeo e as provocações e violências nele contidas podem ter como consequência uma niova sequência de execuções na Capital. É nesse cenário que a Papudinha passa a ser o ambiente mais vulnerável para ocorrência de crimes ligados às facções criminosas.

Além do Bonde dos 13, Comando Vermelho e PCC, entra em cena outra facção regional, a Infra. Esse grupo é uma dissidência do Bonde dos 13 e já tem representantes também na Papudinha.

Neste domingo pela manhã (4), teve uma revista na unidade. Foram encontrados dois “stocks” (facas artesanais). A separação dos ambientes, já exigida pela Vara de Execuções Penais, não foi executada pelo Governo do Acre.

A direção da Papudinha entende que essa separação “resolveria o problema” ou, no mínimo, aliviaria a tensão que existe na unidade. “Estamos da mesma forma de outubro”, pontua Pícolo, lembrando o ataque que a unidade sofreu de integrantes do Comando Vermelho.

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