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Jovem é assassinado com requinte de crueldade

Crime aconteceu nesta sexta, em Cruzeiro do Sul

O assassinato aconteceu por volta das 00h30min horas da madrugada de sexta-feira, 09, nas proximidades do Ginásio do bairro do Alumínio. João Henrique das Chagas Oliveira (Mik) 22, residente na Rua Leopoldo de Bulhões, foi brutalmente vitimado com pauladas e facadas, segundo a polícia, desferidas por três rapazes identificados como Cleiton Melo da Silva 29, Jhonatas Pinheiro Pereira 28 e Joelson da Rocha Gomes 28, todos moradores do bairro do Alumínio. O trio foi preso em flagrante, momentos depois do crime.

A vítima foi socorrida pela SAMU e levado ao pronto-socorro do Hospital do Juruá, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele sofreu cortes profundos no pescoço, cabeça, costas, nádega e no tornozelo. O corpo de Mik, também apresenta hematomas de pauladas nas costas e braços. Para o médico legista, o crime foi brutal e mesmo que houvesse uma viatura da SAMU estacionada ao lado da ocorrência, dificilmente ela teria chance de sobreviver à gravidade dos ferimentos.

Na Delegacia, Cleiton tentou inocentar seus companheiros e assumiu a autoria do crime dizendo ter agido em legitima defesa, pois a vítima teria chegado armado com uma faca onde ele e seus amigos estava e iniciado uma discussão que se transformou numa briga, onde o teria desarmado e desferido os golpes para se defender.

Uma testemunha do crime contou ao Delegado Venícius Almeida, que investiga o caso, que estava com a vítima e foram ao local onde os acusados ingeriam bebida alcoólica e pediram uma dose que só foi servida a ele e negada a Mik, que iniciou uma discussão com Jhonatas, que teria desferido um golpe de capacete contra a vítima que caiu ao solo e ao levantar partiu pra cima de Jhonatas, momento em que Cleiton e Joelson entraram na briga, derrubando o jovem no chão, onde Joelson e Jhonatas seguraram o rapaz pelos braços, enquanto Cleiton desferia os golpes com a faca que tinham tomado da vítima.

Familiares da vítima contestam as duas versões. Para eles, o caso precisa ser mais bem explicado, pois Mik portava uma pequena faca e os golpes em seu corpo são desproporcionais ao tamanho da faca por ele usada.

Eles também argumentam que o corpo apresenta hematomas de espancamento nos braços, costas e pernas. Além de corte contuso no tornozelo que pode ter sido provocado para dificultar a defesa da vítima ou que ele pudesse correr para se defender da agressão.

O delegado disse à reportagem que o trio será autuado pela prática de homicídio. No entanto, ainda vai ouvir envolvidos e testemunhas para o devido enquadramento.

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