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Jovem relata ter sido sequestrado por membros de facção

Polícia conseguiu evitar que ele fosse executado

Um jovem foi sequestrado na manhã desta quarta-feira (11) em Senador Guiomard. Ele já havia participado de uma facção criminosa e decidiu abandonar o mundo do crime e entrar para a igreja evangélica. A polícia prendeu três suspeitos, são eles: Diemeson Ferreira Câmara, 35 anos, Alan Richard de Oliveira Santos, 25 anos e Júnior Gama Ferreira, 18 anos, e apreendeu um adolescente.

A vítima caminhava próximo a rodoviária do município do Quinari quando foi abordado por três suspeitos em um carro.

O jovem foi mantido refém durante 12 horas em três cárceres diferentes.

A polícia foi acionada e conseguiu com que ele fosse solto ainda com vida.

A vítima que não quer se identificar por questão de segurança disse que foram momentos de terror. “Eu estava a todo o momento pedindo a Deus porque eu sabia que a qualquer momento eu podia morrer. Eles estavam armados e falavam que se eu gritasse ou fugisse eles iam atirar”.

Segundo a vítima, os sequestradores queriam se certificar de que realmente ele estava participando da igreja e não fazendo parte de outra facção criminosa.

O Delegado do município de Quinari, Lucena, falou que assim que receberam a denúncia a equipe começou as investigações atrás do local onde os suspeitos estariam guardando a vítima. “Nós sabíamos que a vítima fazia parte de uma facção criminosa do município, que teria saído e por isso teve a sua morte decretada”.

“Nós ficamos o dia todo tentando encontrar o cativeiro em que ele estava e nós logramos êxito na noite de ontem, por volta das 23 horas, fazendo abordagem em um veículo tivemos algumas informações e conseguimos prender. Nessa abordagem foi preso um menor de idade e mais três envolvidos que foram identificados pela vítima, além da apreensão de armas”, declarou Lucena.

Para concluir o delegado disse que a informação recebida é que já tinha sido decretada a morte e estavam esperando o momento certo para fazer a execução. “Por isso nós estávamos atrás dele, para evitar o homicídio”.

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