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Liminar garante reintegração de Adelmo à PM

Decisão foi da desembargadora Eva Evangelista

O subtenente da Polícia Militar que matou o colega de farda dentro do quartel, em novembro do ano passado, recebeu o benefício de retornar aos quadros da PM, graças a uma liminar do Tribunal de Justiça do Acre. Em decisão anterior, o réu confesso havia sido expulso, mas continuaria recebendo o salário normalmente.

De acordo com a liminar concedida pela desembargadora Eva Evangelista, o subtenente da polícia militar, José Adelmo dos Santos Alves, 50, volta a integrar os quadros da PM.

Ele foi chamado para reforçar o corpo de policiais voluntários e estava lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar, que fica em anexo ao quartel da PM.

Na noite de 24 de novembro de 2016, José Adelmo chegou atrasado ao serviço. Quem regulava a chegada dos militares era o sargento Paulo Andrade, 44, que chamou a atenção do colega de farda. Em meio a uma discussão, José Adelmo, aproveitando que o sargento estava de costas, puxou a pistola Ponto 40 e atirou. A bala atravessou o corpo do policial e acertou o coração da vítima.

O assassino foi preso em flagrante e o caso abalou a corporação militar. No julgamento, Adelmo foi considerado inimputável, ou seja, que não poderia responder por seus atos. A defesa apresentou laudos alegando problemas psiquiátricos.

Cinco meses depois do crime, o Comando Geral decidiu pela expulsão do acusado de homicídio doloso, que é quando há intenção de matar. Mas, mesmo expulso da PM, de acordo com a portaria publicada no Diário Oficial do Estado, na época, o subtenente continuaria recebendo salário normalmente. A explicação era de que o PM já estava na reserva e não haveria previsão legal para que ele perdesse o direito.

Na última segunda-feira, o Comando da PM foi obrigado a rever o ato de expulsão, reintegrando José Adelmo aos quadros da corporação.

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