110319-morte-bb

Mãe acusa suposto pai de matar bebê de 2 meses

Bebê teria morrido após tomar duas mamadeiras de leite artificial

Bebe teria morrido apos tomar duas mamadeiras de leite artificial

A enfermeira Micilene Souza acusa o suposto pai de sua filha, Maria Cecília Pinheiro Souza, uma bebê de 2 meses, de ter assassinado a criança. De acordo com Micilene, o pai da bebê seria o Policial Federal Dheymersonn Cavalcante Gracino dos Santos com quem ela teria tido um relacionamento.

Ainda segundo a enfermeira, como o policial é casado, ele teria se negado a assumir a paternidade da menina, chegando até mesmo a pedir que ela abortasse. “Durante a gestação, ele me pediu para abortar, para tirar essa criança, que ele nunca iria assumir e eu sempre pedindo ajuda dele”.

Micilene estava trabalhando em missão em aldeias no interior do estado do Acre. Ela contou ainda que, no final do ano passado, Dheymersonn a teria convencido a vir a Rio Branco para encontrá-lo.

“Ele me convenceu a vir aqui. Ele veio e a gente ficou num hotel. No primeiro momento, eu fiquei com medo. Quando a gente conversou, ele chorou, pediu perdão. Disse que iria cuidar da filha, e me chamou pra ir para o hotel. Nisso, a gente ficou três dias no hotel. Quando eu acordo na madrugada, eu estava com muita dor, e sentindo a neném como se estivesse saindo.”

Depois disso, ela conta que foi levada à maternidade, onde o médico teria retirado duas pílulas de dentro da vagina dela, que, segundo ela, eram comprimidos de cytotec (medicamento usado para provocar o aborto).

No final do mês de dezembro, a bebê nasceu. De lá para cá, Micilene conta que iniciou o processo para que o policial assumisse a paternidade da menina.

Já no inicio do mês de março, ela teria voltado a se encontrar com Dheymersonn. “No dia 7, ele veio me buscar para fazer o DNA. Ele que a levou para fazer o DNA. Quando a gente retorna, ele falou assim: ‘Posso buscar minha mãe pra ficar mais com ela?’. Quando deu 4h54minutos, ele pediu de novo: ‘Posso levar ela pra tirar mais fotos dela?’. Eu senti de novo aquele aperto no coração, de não deixa levar a minha filha, mas eles se mostraram tão prestativos, que tinham mudado realmente… aí eu deixei levar. Passou do horário. 4, 5,6… aí falei, traz a minha filha. Quando trouxe ela estava molinha já, eu amamentei ela dormiu, dormiu… Ele falou amanhã a gente leva ela no médico.”

No dia seguinte, dia 8, Dheymersonn teria levado a bebê novamente. “Era quatro e vinte, ele pediu pra eu dar mamada pra ela, a barriguinha dela foi cheia. Ela olhou assim pra mim, com olhar de ‘mamãe me salva’ e eu deixei ela ir”. Tempos depois, ela teria enviado mensagem. “Traz a tesourinha pra cortar a unha dela. Aí ele mandou mensagem dizendo assim. ‘Deixei com a vovó. Tô aqui na farmácia. ’ Eu perguntei por que ele tava na farmácia e ele não me respondeu mais”.

Micillene conta que depois disso, ela foi avisada que a filha já estava no hospital. Horas depois Cecília teria morrido.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado e os envolvidos já foram ouvidos na delegacia.

No registro policial o pai e a avô de Cecília teriam dado leite artificial à menina, que prematura, não poderia se alimentar de nada além de leite materno.

De acordo com o atestado de óbito a causa da morte teria sido bronco aspiração. O laudo pericial deve sair daqui trinta dias. Já o teste de DNA, deve ficar pronto no final do mês de abril.

A equipe de reportagem da TV Gazeta procurou o policial federal por diversas vezes no condomínio em que ele mora, mas foi informada de que ele não estaria no local.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*