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Mãe denuncia suposto rapto de bebê

“No dia da alta, ela disse ‘me dá esse bebê pra mim’”

Depois de um suposto rapto, mãe luta para ficar com o filho. O caso aconteceu no início do mês, mas só agora veio a público com o aparecimento da criança. A mulher que estava com a criança teria alegado na delegacia que a mãe do bebê teria entregado o recém-nascido por que não poderia criar. A mãe por sua vez, alega que a criança foi raptada.

O Educandário Santa Margarida é o local onde está em segurança agora. O bebê é do sexo masculino. A mãe foi até o educandário na tarde desta quinta-feira, pediu para amamentar o filho, mas teve o pedido negado. Os funcionários também não tinham autorização judicial para deixar a mãe ver o filho.

“Eu peguei muita febre, muita dor de cabeça, meus peitos incharam porque ele mamava. Minha vontade era ir lá, pegar meu bebê pra dar de mamar”, lamentou a mãe.
Maria Suelani, 35, deu a luz ao quinto filho no dia 2 de abril no Hospital Santa Juliana. O parto foi normal, mas ela teve que permanecer dois dias na unidade porque apresentava sangramento.

Ela relata à nossa reportagem que no período em que ficou internada, uma mulher, irmã de outra gestante, que era atendida no hospital a importunava, sugerindo inclusive, interesse pelo filho recém-nascido dela.

“Todas as vezes que ela chegava pra ver a irmã dela ela só vivia me aperriando, dizia que queria um bebê, que era doida pra ter um filho. No dia da minha alta, ela disse ‘me dá esse bebê pra mim’. E eu disse ‘não dô não’”, irritou-se.

No dia 4 de abril, Maria Suelani recebeu alta do hospital. Na saída, a mulher que teria conhecido na unidade teria se pontificado a ajudar Suelani a chegar em casa com o bebê.

Ofereceu primeiro carona de carro, mas o veículo não apareceu. Em seguida, a mulher teria dito que iriam de ônibus mesmo. Elas seguiram até a parada e a mulher entregou R$ 5 para a mãe, mas ficou segurando o bebê no colo. Quando o coletivo chegou, Maria que estava transtornada na hora entrou, confiante de que o filho vinha logo atrás, mas ao virar o rosto percebeu que o bebê e a mulher não haviam embarcado.

Esse é o relato que Maria Suelani fez ao delegado plantonista do Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente (Nucria)

“Eu subi no ônibus, muito ruim, quando passei a roleta, me sentei e pensava que ela tinha embarcado também, aí lá na terceira parada eu desci. Eu vi que ela não vinha dentro do ônibus. Voltei andando devagar e olhei para parada onde nós estávamos e ela não tava mais. Foi um choque. Deu um nervoso tão grande e eu comecei a chorar”, lembra.

Segundo familiares e amigos que acompanham o caso de Maria Suelani, o bebê apareceu na delegacia com a mulher autora do rapto. Mas ela teria relatado ao delegado que recebeu a criança dos braços da mãe, que alegou não ter condições de criar mais um filho. Contudo, a mãe afirma que não foi isso que aconteceu e que até hoje tentava resgatar o filho.

Suelani afirma que a desconhecida teria entrado em contato com ela, e que por duas vezes afirmou que entregaria a criança no Terminal Urbano. A mãe garante que foi ao local indicado, mas a mulher não apareceu.

Para uma amiga da família de Suelani, ela teve depressão pós-parto e tudo que aconteceu foi consequência disso.

“Eu acredito que talvez em algum momento de depressão, de solidão pelo fato dela ter acabado de sair da maternidade sozinha ela se sentiu fragilizada e essa pessoa pode ter se aproveitado. Ela, como pessoa humilde, acreditou na ajuda e acabou que ficou sem o filho. Mas a gente espera na justiça que ela possa recuperar o filho dela. Como eu falei: um filho tem que estar do lado da mãe, principalmente um recém-nascido.

No Educandário, Maria Suelani foi informada que a visita à criança para amamentação poderia ocorrer na próxima quarta-feira. A funcionária não confirmou essa autorização, disse apenas que iria buscar a liberação.

 

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