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Mães temem tortura em Centro Sócio Educativo

Gritos de filhos internados desesperam familiares

Durante a manhã desta segunda-feira (23), mães de jovens que estão na Unidade de Internação Provisória, mais conhecida como “Pousada da Santa Juliana”, ficaram desesperadas ao ouvirem gritos de dentro do centro.

Maria Alves, mãe de um jovem de 17 anos que está há um mês na unidade, disse que foi ao local para verificar como está o processo do adolescente, quando ela e as demais mães que estavam no local ouviram gritos. “Nós ouvimos pedido de socorro. Estamos com medo de estarem batendo neles”, desesperou-se.

De acordo com o porteiro, o responsável pelo centro estaria em uma reunião e não poderia falar com a equipe de reportagem. Mas, segundo as mães dos jovens, ele teria dito a elas que a gritaria “é algo normal”.

Contrariando a versão do porteiro, a mãe de outro jovem, Selma Raquel, disse que há cinco meses o filho está internado na unidade e que até hoje não havia presenciado situação semelhante.

“Se isso é normal eu não sei, mas essa é primeira vez que escuto isso. E eu não vou pra casa sem saber o que está acontecendo”, avisou.

Por telefone o diretor-presidente do Instituo Sócio-Educativo (ISE), Rafael Almeida, explicou que ficou surpreso com a situação e que após a equipe do centro conversar com os jovens, foi descoberto que a ação foi combinada durante o fim de semana entre filhos e mães.

Ele explicou ainda que a reivindicação dos jovens é por colchões e fardas, que de acordo com Rafael, já foi feita a licitação e o material pedido deve chegar de 10 há 15 dias. O diretor do ISE disse que uma nota deve ser divulgada ainda hoje sobre o ocorrido.

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