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Mais uma denúncia de violência policial é registrada

Caso é apurado pela Corregedoria da PM

A Corregedoria da Polícia Militar vai apurar mais uma suposta abordagem policial truculenta. O caso aconteceu em Rio Branco, em frente ao quartel da PM. A vítima que não tem passagem na polícia quer justiça, após ter apanhado e acusado de vender drogas.

Jair Carlos da Silva, 33, afirma que foi mais uma vítima do despreparo policial numa abordagem ocorrida neste domingo, em frente ao quartel da Polícia Militar. “Eu conversava com um amigo meu, veio uma moça e pediu pra eu trocar dinheiro pra ela, aí quando peguei o dinheiro pra colocar na minha carteira a viatura saiu e chegaram mandando colocar a mão na cabeça. Já chegaram me chutando, me deram uma voadeira no peito eu caí no chão. Colocaram arma engatilhada nas minhas costas engatilhada. Bateram no meu rosto, me espancaram”, relata.

Ele acredita que o fato de ter colocado a mão no bolso para trocar dinheiro confundiu os policiais, que partiram para a agressão. “Eles chegaram me acusando dizendo que eu não tinha vergonha de vender droga em frente ao quartel. Eu disse que não vendia droga que sou trabalhador, mas eles não me ouviam. Mandavam calar a boca”, afirma.

Após uma consulta os policiais liberaram Jair. Ele está com hematomas no olho e na barriga. As pernas estão inchadas devido as supostas agressões. Ele registrou boletim de ocorrência em uma delegacia e também na corregedoria da Polícia Militar. Junto com a papelada, a vítima mostra o contra-cheque da empresa de distribuição de bebidas onde trabalha.

“Eu concluí que a gente está a mercê tanto dos bandidos quanto da polícia. Na formatura eles cantam servir e proteger, mas vão proteger quem?”, questiona.
Segundo a assessoria de comunicação da polícia militar uma sindicância será aberta para apurar os fatos. Após ouvidas as partes e num prazo de 30 dias, prorrogável por mais 30, o comando da PM vai se manifestar.

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