Banner 12anoscria

Menor assume culpa de padrasto em morte de idoso

Ataque cardíaco pode ter sido a causa do óbito, não agressão

Menor de apenas 12 anos assume culpa do padrasto, no caso da morte do idoso Sebastião Ferreira (71) no bairro Cadeia Velha. Para defender a mulher vítima de abuso sexual, o padrasto do menor teria agredido o idoso, que morreu pouco depois. A morte para a polícia, pode ter sido causada por ataque cardíaco e não pela agressão física.

Na noite da última sexta-feira (10), o Samu foi chamado para atender ocorrência no bairro Cadeia Velha. Um idoso teria sido agredido com violência. Ao chegar no local, os paramédicos encontraram a vítima ensanguentada. Vários procedimentos foram tomados, mas o idoso Sebastião Ferreira, não resistiu e morreu. No momento em que a polícia colhia informações, um menor de 12 anos se apresentou como autor da agressão. Para defender a mãe que estava sendo vítima de estupro, ele teria atirado usado uma cadeira para atingir o ancião. “A vítima, dona M. S. toma remédios controlados e passa até três dias dormindo. O idoso teria se aproveitado da situação e cometeu o delito”, explicou o Sargento Saraiva, no momento da ocorrência.

Mas, ao ser levado à Delegacia do menor, a versão dos fatos mudou. O adolescente, se tornou testemunha do caso. Na verdade, quem agrediu o idoso foi o padrasto dele, que flagrou primeiro, a mulher sendo violentada. “Ele estuprou uma senhora que estava dormindo. Que foi encontrada no chão, nua e desacordada e ele em cima dela. O padrasto do menino pegou uma cadeira e jogou nas pernas do idoso que caiu e bateu com a cabeça”, disse a delegada Denise Pinho.

Sebastião teria se levantado e reagido a agressão com uma faca, que também foi apreendida pela policial. Em depoimento à polícia, o menor disse que em dado momento da briga, o idoso começou a respirar com dificuldade, os lábios ficaram roxos, ele perdeu a força e caiu. Para a delegada, as informações descrevem um ataque cardíaco, que pode ser comprovado ou não com o laudo cadavérico.

O caso não está sendo conduzido como um homicídio, por enquanto, os indícios apontam que houve reação a uma violência contra mulher. Além da possibilidade da morte ter sido provocada por infarto a delegada acrescenta que como a cadeira acertou as pernas do idoso, não houve intenção de matar. “Se for ataque cardíaco houve morte natural e pronto, o caso se encerra e eu peço arquivamento. Se houve concussão a gente prossegue, mas a gente percebe que não foi doloso, não foi intencional”, completa.

Deixe uma resposta