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Mesmo expulso, PM assassino continua recebendo salário

Comando diz que ele já estava legalmente na reserva

Em novembro do ano passado, um crime dentro do quartel da PM abalou a categoria militar e a sociedade acriana. Um policial se irritou com outro, sacou a arma e atirou. P. Andrade, como era conhecido, morreu na hora e o assassino, o policial da reserva José Adelmo dos Santos foi preso em flagrante.

Agora, o acusado, que ainda está respondendo pelo crime, foi expulso dos quadros da PM, mas vai continuar recebendo o salário normalmente.

O subtenente José Adelmo dos Santos, 49, foi chamado para reforçar o corpo de policiais voluntários e estava lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar, que fica em anexo ao quartel da PM.

Na noite de 24 de novembro de 2016, ele chegou atrasado ao serviço. Quem regulava a chegada dos militares era o sargento Paulo Andrade, 44, que chamou a atenção do colega de farda.

Em meio a uma discussão, José Adelmo, aproveitando que o sargento estava de costas, puxou a pistola Ponto 40 e atirou. A morte foi instantânea. O assassino foi preso em flagrante. O caso abalou a corporação militar.

Agora, cinco meses depois do crime, o Comando Geral decidiu pela expulsão do acusado de homicídio doloso, que é quando há intenção de matar. A decisão foi publicada em portaria no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (3). A exclusão passou a contar desde o dia 26 de abril.

Mesmo expulso da Polícia Militar do Acre, José Adelmo vai continuar recebendo salário normalmente. A explicação contida na Portaria é que o PM já está na reserva e não há previsão legal para que ele perca esse direito.

Conforme a decisão, a Divisão de Militares Inativos e Pensionistas deve tomar as providências legais para que o ex-policial entregue a identidade militar e fardamento.

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