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MP investiga possível ilegalidade de empresas de telefonia

Sinal de bloqueadores em presídio vaza e permite crimes

A poucos metros do presídio Francisco de Oliveira Conde, a tela do telefone celular mostra que não tem sinal de transmissão. Mas, denúncias que chegaram ao Ministério Público apontam que tem operadora de telefonia que está conseguindo fugir do sinal das torres do complexo, que deveria bloquear ligações e mensagens via celular.

O promotor Bernardo Albano, do Gaecco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), vai abrir um inquérito para saber se o sistema que foi implantado há dois meses apresenta falhas ou as empresas de telefonia estão praticando algum tipo de abuso.

O Ministério Público quer saber se elas aumentaram a potência do sinal da região do presídio, fazendo com que as torres não consigam impedir a comunicação dos presos com quem está do lado de fora.

“O bloqueio de celular é uma das conquistas da Segurança Pública no que diz respeito ao combate de crimes que têm origem no complexo prisional. Fazer isso funcionar corretamente é primordial”, disse.

O Gaecco quer descobrir com a investigação se alguma empresa de telefonia tem sinal clandestino ou se a empresa contratada para impedir o uso de celular não consegue, tecnicamente, cobrir o perímetro.

“As denúncias apontam que o principal problema não são as ligações telefônicas, mas, o uso de rede social pela internet, que também deveria estar bloqueado”, explicou o promotor de Justiça.

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