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No Centro, comerciantes pagam milícia para ter segurança

Do dia 1º a 24 de setembro foram 30 arrombamentos

O Camelódromo Central de Rio Branco virou terra de ninguém. Os bandidos estão tomando de conta e apavoram os comerciantes. A falta de policiamento fez aparecer uma espécie de “milícia”. Uma facção criminosa quer receber uma mensalidade para fazer a segurança no local.

São tantos roubos que alguns camelôs já pensam em ceder. Do dia 1º a 24 de setembro, foram registrados 30 arrombamentos de lojas. Na madrugada desta segunda-feira, sete comércios foram arrombados e as mercadorias levadas.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Camelôs, Carlos Juruna, que também é vereador na Capital, homens armados renderam os 3 vigias e o zelador e levaram roupas, sapatos e milhares de acessórias de aparelhos celulares.

No mesmo período, 10 motos de camelôs foram roubadas; ainda tiveram mais 10 assaltos à mão armada e uma tentativa de homicídio. “Sem a presença da polícia, que apenas atua junto aos fiscais que ficam no Calçadão, ficou fácil para os bandidos. Estamos pedindo socorro. Não dá para trabalhar desse jeito. Antes, as lojas ficavam abertas até às 20:00hs agora às 17:00hs todos baixam as portas”, declarou.

Uma facção está procurando constantemente os lojistas. O Sindicato dos Camelôs quer evitar que os bandidos possam assumir a guarda do local. Por isso, está marcando uma reunião com os órgãos de Segurança nessa quarta-feira.

De acordo com Juruna, se nada for feito, os comerciantes vão fechar o terminal e todo o espaço ao redor do camelódromo. “A iluminação na região é precária ou inexistente. Os policias mais próximos ficam na parte interna do terminal. Com isso, os roubos agora acontecem no Camelódromo. Todos os dias são pequenos furtos, principalmente de celulares” acrescentou.

O sindicato já pensa em cancelar um programa de premiação de natal, na qual sortearia 3 motos no final do ano. Sem segurança, até os prêmios correm o risco de serem levados.

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