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Operação Atenas: 276 quilos de cocaína em Porto Walter

Apreensões em seis estados: 600 quilos de cocaína

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Atenas. O objetivo é desarticular a atuação de organizações criminosas especializada em tráfico internacional de drogas. A facção Família do Norte quer dominar o tráfico fluvial de drogas, inclusive nas áreas isoladas da Amazônia.

No Acre, a região do Juruá tem se destacado. Esta já é a terceira apreensão do ano na região. A organização criminosa foi acompanhada por um ano e foram realizados dois flagrantes, um na cidade de Poxoréu/MT, onde foi apreendida uma aeronave transportando 326 quilos de cocaína e outro no Rio Juruá, próximo ao município acreano de Porto Walter, onde foi apreendida uma pequena embarcação transportando 276 quilos de cocaína, um fuzil de procedência romena e uma espingarda de fabricação nacional.

Ao todo, a operação retirou de circulação aproximadamente 600 quilos de cocaína. Se chegasse aos grandes centros do país, essa droga estaria avaliada em aproximadamente R$ 12 milhões.

Na região de fronteira com o objetivo de desarticular uma organização criminosa brasileira especializada no tráfico internacional de drogas com atuação na Bolívia e Peru, bem como nos estados brasileiros do Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Estão sendo realizadas oitivas e cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Cuiabá/MT, Rondonópolis/MT, Aracajú/SE, Belém/PA e Cruzeiro do Sul/AC. Estão sendo realizadas 10 oitivas de investigados e os policiais federais estão cumprindo quatro mandados judiciais, sendo três de prisão e um de busca e apreensão. Para o cumprimento das diligências estão sendo empregados aproximadamente 60 Policiais Federais.

A organização criminosa era composta por traficantes com antecedentes por tráfico de drogas e delitos conexos, era bem estruturada, com divisão de tarefas definidas e uma intensa movimentação financeira. Integrando o grupo criminoso havia um empresário e uma empresária, responsáveis por financiar a compra da droga nos países vizinhos e prover toda a logística de transporte para outros estados brasileiros. O empresário alternava sua residência entre os estados de Minas Gerais e Sergipe. A empresária tinha residência no estado do Acre, mas passava a maior parte do tempo na Bolívia e Peru negociando com os fornecedores de droga.

Além de droga, o grupo aproveitava a estrutura logística disponível e também adquiria armas no Peru para serem utilizadas na segurança do transporte da droga.

Por ocasião dos flagrantes, foram presos seis membros da organização criminosa, dentre eles, um piloto boliviano e um piloto espanhol. Hoje estão sendo cumpridos os mandados de prisão dos dois empresários e de mais um membro que tinha a função de recrutar pilotos de aeronave para trabalhar no transporte da droga.

Uma das características que demonstram a sofisticação da organização criminosa em questão era a utilização do transporte aéreo realizado por pequenos aviões. O grupo chegou a arrendar uma fazenda e construir a sua própria de pista de pouso no município de Poxoréu/MT.

O grupo criminoso queria montar uma estrutura que permitisse o transporte de aproximadamente uma tonelada de COCAÍNA por mês. Tal intento só não se concretizou em virtude das prisões de pessoas e apreensões de drogas realizadas no decorrer da operação, o que atingiu a estrutura organizacional e financeira do grupo.

A Justiça autorizou o bloqueio dos bens e valores dos criminosos visando a completa desarticulação financeira da organização.

A investigação recebeu esta denominação em referência a uma agência de viagem que pertencia à empresária acreana por ocasião do início da Operação (Atenas Turismo).

Os envolvidos responderão na medida de suas responsabilidades pelos crimes de: tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e tráfico internacional de armas de fogo.

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