03-07-21 operação-livro-caixa-ii

Operação Livro Caixa II: oito são condenados a prisão

Objetivo da operação é desarticular organizações criminosas

O Juízo da Vara de Delitos e Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco acatou a tese do Ministério Público do Acre (MPAC) e condenou oito denunciados pela Operação Livro Caixa II a penas que variam de 8 a 14 anos. Somadas as penas chegam a quase 90 anos de prisão, em regime fechado.

Um dos condenados, José Mendonça, exercia função de liderança dentro de uma organização criminosa e obteve a maior pena, de 14 anos e 9 meses de reclusão. Camila Almeida e Jucenildo Ferreira, também apontados como lideranças, foram condenados a penas de 12 anos e 10 meses e de 8 anos de reclusão, respectivamente.

Foram condenados ainda: Manoel Ferreira, a 12 anos e 11 meses de prisão; Antonio Saboia, Maria Maíara e Djailson Lobo, todos a uma pena de 11 anos e um mês; e Rosângela Pereira, que recebeu uma pena de 8 anos de reclusão.

A Operação Livro Caixa II, deflagrada em fevereiro deste ano pelo MPAC por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tem o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de duas organizações criminosas. O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros, membro do Gaeco, atuou na instrução criminal em juízo.

Sobre a Operação Livro Caixa II

Fruto de uma ação conjunta do MPAC, por meio do Gaeco, e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, a Operação Livro Caixa foi deflagrada em duas fases, a primeira ocorrida em agosto de 2020, com o intuito de desarticular os núcleos financeiros de duas organizações criminosas que tinham como uma das atividades a extorsão de comerciantes locais.

A segunda fase da operação, que resultou na denúncia e sentença dos oito réus condenados, foi deflagrada em fevereiro deste ano como um aprofundamento das investigações anteriores, e denota a importância da preservação da cadeia de custódia das provas.

A partir da análise dos documentos apreendidos, foram identificadas lideranças com alto grau hierárquico dentro das organizações criminosas, responsáveis pelos núcleos de cadastramento, contabilidade, disciplina e “gerais” de bairros da capital.

Na primeira fase da Operação Livro Caixa, 12 réus já haviam sido denunciados.

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