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Operação Midas: investigados passam à condição de réus

Promotores e policiais reforçam como funcionava esquema

Os investigados da Operação Midas, que apurava desvios de recursos da Emurb (Empresa de Urbanização de Rio Branco) passam a ser réus e são acusados de desviar R$ 7 milhões do município. A Emurb, que nos últimos anos fechava as contas no vermelho, foi saqueada de todas as formas.

Os investigadores apuraram que materiais como cimento, brita e areia eram retirados do almoxarifado da empresa municipal por dois funcionários que usavam na construção das próprias casas.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual foi aceita pela Justiça e coloca no banco dos réus 2 funcionários públicos da Emurb e 13 empresários acusados de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e ordenar despesas sem autorização.

Ao todos são 12 processos e em todos eles aparece o nome do ex-presidente da Emurb, Jackson Marinheiro. De acordo com o MPE, ele comandou a organização nos desvios dos recursos que terminaram falindo a Emurb e deixando Rio Branco com a malha viária toda destruída.

O promotor de Justiça Fernando Cembranel explicou que o esquema funciona em várias frentes. Primeiro, os diretores da Emurb aumentavam ou criavam horas a mais trabalhadas pelas máquinas contratadas.

Os empresários alteravam os valores além do valor real. Com isso, a Emurb pagava por horas que não eram trabalhadas. Havia também o pagamento de cimento e madeira que nunca chegaram a Emurb, e, por último, o desvio de materiais do almoxarifado da empresa.

“Conseguimos montar todo o material probatório em cima de documentos e depoimentos, principalmente de dois funcionários da Emurb que participaram do benefício da delação premiada. Essas pessoas participaram do esquema, contaram todos os detalhes e envolvidos”, disse.

O Ministério Público está pedindo à Justiça que os bens dos acusados sejam usados para ressarcir o erário e consequentemente a prisão dos réus.

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