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Midas: mais dois empresários supostamente envolvidos

Empresários pagavam despesas de diretor em troca de favores

Na terceira fase da Operação Midas, o Gaecco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual investiga dois empresários de Rio Branco. Na manhã dessa terça-feira, policiais civis vasculharam as casas e a empresa da dupla.

O MPE busca indícios que comprovem mais gastos ilegais na Emurb. Os dois empresários podem ter pago despesas particulares do ex-presidente da Emurb Jackson Marinheiro. Para compensar as despesas, os empresários emitiam notas fiscais falsas por serviços fictícios. No fim, o dinheiro saia dos cofres do município.

Existem pagamentos para a empresa investigada desde 2011, quando Marinheiro assumiu a presidência da Emurb. Nessa terceira fase da Operação Midas não houve prisões, apenas mandados de busca e apreensão.

Na semana passada, a Justiça acatou as denúncias apresentadas pelo MPE, resultados das duas operações anteriores colocando como réus 23 pessoas, entre elas 10 funcionários públicos e 13 empresários.

Nas contas do Ministério Público, mais de R$ 7 milhões foram desviados da Emurb nos últimos 4 anos. A ex-direção da empresa de urbanização da prefeitura aumentava a quantidade de horas das máquinas trabalhadas, comprou combustível, cimento e madeira que nunca foram entregues ao município. Aparecia apenas as notas fiscais com as quais eram feitos os pagamentos ilegais.

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