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“Operação Patrulha Escolar Comunitária” inicia nesta sexta-feira

Objetivo é diminuir a violência e garantir segurança nas escolas

A Operação Patrulha Escolar Comunitária tem início nesta sexta-feira (03) na escola Henrique Lima no bairro Calafate. A ação é desenvolvida por meio de uma parceria entre as equipes do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) e do Policiamento Escolar.

Na prática, a presença dos policiais pretende inibir a ação dos criminosos e, consequentemente, reduzir a violência na região. As ações vão ocorrer diariamente e em diferentes pontos, mas um cuidado especial será dedicado às proximidades das escolas.

A região do Calafate tem sido, nas últimas semanas, marcada por vários crimes. Assassinatos e brigas entre facções lideram a lista de ocorrências, por isso o local foi escolhido para iniciar a Operação Patrulha Escolar Comunitária.

“Nós já desenvolvemos um trabalho de excelência com os jovens, mas percebemos que existe a necessidade de fazer algo a mais, estender esse policiamento lançando a Patrulha Escolar Comunitária para a comunidade escolar e ao entorno. Estamos iniciando a operação na escola Henrique Lima, mas estaremos em todas as regionais da capital. Hoje estamos com nove viaturas, um efetivo de 23 policiais militares desenvolvendo esse trabalho, levando segurança para a comunidade escolar”, disse o Tenente Leandro Filho, coordenador do Proerd.

O Subcomandante da Polícia Militar, José Messias, fala que são feitos os relatórios situacionais para verificais a regiões problemáticas. “É o que nós chamamos de relatório situacional onde os policias veem o entorno que estão a escola, os problemas, muitas vezes, de casas abandonadas, e diante disso eles fazem relatórios e nós encaminhamos aos órgãos competentes, como por exemplo, ao Ministério Público”.

A escola Henrique Lima é uma das envolvidas naqueles rumores sobre uma possível invasão por traficantes. O diretor não nega que o clima está bastante tenso e reconhece que a presença dos policiais gera uma sensação bem mais agradável na comunidade.

“O adolescente é muito suscetível a ser corrompido e nós temos os problemas das drogas e eles (os criminosos) visam exatamente os adolescentes, então a presença da polícia nos arredores da escola, vai fazer com que essas pessoas mal intencionadas não se aproximem”, ressaltou o diretor da escola, Ataliba Aragão.

Ryquelme Amos cursa o terceiro ano e estava na escola quando surgiram os boatos de uma possível invasão. Ele lembra que sentiu muito medo e que desde aquele dia voltar para a sala de aula nunca mais foi a mesma coisa. “Foi uma situação de bastante desespero, nós recebemos a mensagem que estavam tentando invadir a escolar e ficamos preocupados, imaginando várias coisas”.

Os estudantes sabem que o perigo ainda existe, mas com a presença dos policiais por meio da operação Patrulha Escolar Comunitária a sensação de segurança melhorou bastante.

“Antes nós íamos sós para casa e agora não sempre passa alguns carros da polícia e querendo ou não nos dá uma segurança”, concluiu o estudante, Caio Queiroz.

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