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“Pai não foi preso por estupro porque não foi pego em flagrante delito”, diz delegada

Inquérito policial foi instaurado para apuração dos fatos

O descendente de peruano Bill Jampirre Tavares Apcusi, 19 anos, acusado de ter abusado sexualmente da filha de 1 ano permanece em liberdade. A delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), Elenice Frez Carvalho, disse que o Jampirre não foi pego em flagrante delito e seria uma ilegalidade mantê-lo preso.

A denúncia foi feita pela mãe da criança, que é menor de idade, e pela avó materna, Maria Auxiliadora Silva. Segundo elas, a criança ficou aos cuidados do pai quando elas saíram para trabalhar. Ao retornarem, teriam percebido irritações na genitália da menina durante o banho e troca de fraldas. O caso ocorreu na semana passada.

A criança foi levada à Delegacia da Mulher e após, a Maternidade Bárbara Heliodora para consultas. Depois foi ao Instituto Médico Legal (IML) para a comprovação da suspeita de abuso sexual. A criança ficou internada por quase uma semana no Hospital da Criança.

A delegada explicou que o delegado plantonista recebeu o caso perto da meia-noite e que marcou a audiência para o próximo dia, mas a família não compareceu.

“Não foi flagrante delito. Não tinha fundamento legal para mantê-lo preso. Vamos instaurar um inquérito policial para investigar o caso e o juiz pode decretar a prisão preventiva do pai caso ele seja o culpado, pois até o momento é somente o principal suspeito”, explicou.

Na entrada da delegacia, a avó da criança pede por Justiça e diz que o acusado ainda tenta entrar em contato com a esposa por telefone.

“Ele fica ligando perguntando pelas meninas {esposa e filha}, mas eu desligo o telefone. Nós queremos apenas Justiça, pois sabemos que ele é o culpado”, disse a avó.

 

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