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PF descarta ação de rede de promoção de pornografia infantil

Investigações foram conduzidas por mais de um ano

O balanço da Operação Coré em Rio Branco foi o seguinte: cinco flagrantes por pornografia infantil. Quatro pessoas foram presas por armazenar imagens de crianças em cenas de nudez e uma por compartilhar as imagens. Outras três prisões foram por porte ilegal de armas. Uma das pessoas que armazenavam imagens era agente penitenciário. PF descarta existência de rede de compartilhamento de pornografia infantil.

“Pelo que foi apurado até o momento, não há uma conexão entre elas [pessoas presas]. Não é uma rede. Elas até poderiam até participar de eventual rede, mas não entre os suspeitos que são alvo da operação de hoje”, disse o Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Daniel Cola.

Em determinado momento das investigações, a Interpol (a Polícia Internacional) deu subsídios à Operação Coré, informando quais acusados e quais imagens compartilhavam. Esses acusados estavam fora do Brasil.

Ao longo da manhã, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Rio Branco. Mais de 80 agentes federais participaram da Operação Coré nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Rondônia e Acre.

A Polícia Federal fez investigações durante um ano. Nos arquivos rastreados pela Polícia Federal, há imagens de crianças e adolescentes sendo abusadas sexualmente (cenas de meninos e meninas).

“Havia cenas de crianças com menos de um ano de idade”, pontua o delegado Daniel Cola. Uma perícia preliminar foi realizada por técnicos da PF no local da apreensão de HD’s, smartphones e computadores.

O material será enviado para o Centro de Tecnologia da PF e a conclusão de “uma perícia definitiva” será feita ainda hoje (6). A Polícia Federal continua as investigações relacionadas à Operação Coré.

Entre os oito presos na operação, dois foram surpreendidos pelos agentes federais após coletiva de imprensa realizada nesta manhã na sede da PF em Rio Branco.

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