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Pistola é encontrada em nova revista em presídio

Agentes penitenciários intensificam fiscalização

Uma revista no presídio Francisco de Oliveira Conde resultou em uma vasta apreensão de material, entre celulares, armas artesanais e até uma pistola.

A soma do material apreendido durante a revista surpreende: 62 trouxinhas de pasta base de cocaína, 48 “stocks” (armas artesanais), 6 facões, 1 serra, e uma pistola ponto 40. Além disso, também foram encontrados 20 munições e carregadores de celulares.

A revista aconteceu na manhã desta terça-feira, no pavilhão A, onde estão recolhidos 600 presos, integrantes de uma facção. A pistola encontrada em uma das celas pertence, segundo as primeiras informações divulgadas por policiais, a um agente penitenciário.

“Toda investigação caminha pra isso, para o agente penitenciário e a gente não está divulgando nome porque queremos a investigação e não podemos fazer pré-julgamento”, disse o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários do Estado (Agepen), José Janes.

A operação para apreensão de materiais foi realizada em conjunto entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e agentes penitenciários, totalizando cerca de 150 pessoas.

Entre os agentes penitenciários, estava um grupo que se propôs desde a semana passada trabalhar voluntariamente, para coibir rebeliões e de certa forma, demonstrar à sociedade que a categoria quer combater a corrupção no sistema prisional.

“A gente tá trabalhando 24 horas dentro do presídio e não vamos compactuar com safadeza no sistema penitenciário. A gente vê que a sociedade agora está calma e aí a gente tem que dar uma resposta. Temos agentes penitenciários, que é a minoria, que mancha a imagem dos trabalhadores, e nós não vamos aceitar de maneira alguma, agente penitenciário corrupto dentro do sistema”, garantiu Janes.

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