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Policia Civil investiga emissão de receitas médicas falsas

Servidores de unidades de saúde reforçam cuidados

Após mudar o protocolo de atendimento nas farmácias das unidades de saúde, servidores começaram a perceber um aumento no número de receitas médicas falsas. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Uma mulher foi presa em flagrante ao tentar adquirir remédios com prescrição falsa.

As unidades de saúde de Rio Branco estão em alerta, principalmente os servidores que atuam nas farmácias, entregando remédios. Várias receitas médicas estão nas mãos da Polícia, para investigar os autores, que falsificam carimbos e prescrição. Os nomes e registros dos médicos e odontólogos também são fictícios. A atenção é redobrada quando chegam pedidos de antibióticos.

O caso mais recente aconteceu no bairro Taquari na unidade Claudia Vitorino. Uma mulher, que seria usuária de drogas tentou retirar remédios com receita falsa. O farmacêutico percebeu erros na prescrição e acionou a polícia. A suspeita foi presa em flagrante e informou que a intenção era trocar os medicamentos por entorpecentes.

Segundo servidores da unidade, a falsificação ocorre principalmente com receitas das UPA’s, que são diferenciadas das emitidas na rede municipal. A fraude é evidente porque na maior parte dos casos, diverge com o tipo de medicamento. Os falsários que foram descobertos também exageravam na quantidade de receitas.
Chegavam com 5 a 8 pedidos de remédios. Várias unidades de saúde foram atingidas.
Segundo o secretário Municipal de Saúde, Oteniel Almeida, as receitas falsas só foram descobertas porque, a partir do início de 2016, as receitas passaram a ser informatizadas e limitadas para cada paciente. Outros dados no papel, também ajudam aos farmacêuticos identificarem se é verdadeiro ou não.

De acordo com Almeida não há estimativa de prejuízo em medicamentos liberados, e também não sabe precisar o número de receitas falsas que podem ter chegado às unidades. Quanto ao objetivo da prática, existem outras razões além da troca por drogas.

“Uma outra questão era que municípios do interior, desabastecidos de medicamento e tiravam essa medicação aqui. Com a portaria de medicamentos do nosso município isso passou a se restringir e pessoas que queriam a medicação em casa, mas isso é uma linha que estamos trabalhando”, explicou.

No caso do Taquari, além da mulher, outras quatro pessoas foram presas. As investigações também devem apurar se há participação de servidores na distribuição de prescrições falsas.

“A Polícia Civil continua numa linha de investigação pra entender como essa rede funcionava e nós abrimos um procedimento administrativo interno pra saber se tem isso em outras unidades e se há participação de servidor público, a princípio não tem características de participação de servidor, mas por responsabilidade abrimos procedimento pra acompanhar isso mais de perto”, concluiu o secretário.

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