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Polícia Civil investiga morte de vendedor em Santa Rosa

Secretário diz que prisão foi por ameaça e não por roubo

A Polícia Civil começou a investigar as causas da morte do vendedor ambulante Elder Batista (ele vendia pimenta) que morreu depois de ter o corpo queimado na delegacia de Santa Rosa no Purus.

Um perito do Instituto Médico Legal será enviado ao município para fazer perícia no local. O laudo cadavérico ainda não foi concluído. O vendedor ambulante Elder Batista morreu dentro de um avião quando era trazido de Santa Rosa do Purus para Rio Branco.

Na manhã de terça-feira (4), a vítima foi presa pela policia militar. Na cela da delegacia de Santa Rosa foi encontrado enrolado no que sobrou de um colchão com a parte superior do corpo toda queimada. Elder chegou a ser medicado em Santa Rosa, mas, não resistiu, faleceu no translado para o hospital da Capital.

A família alega que Elder nem deveria ter sido preso, pois era acusado de furtar uma cabeça de alho. Os irmãos revoltados querem saber por que o corpo tem marcas de espancamento e não acreditam que Elder tenha colocado fogo no colchão como afirma a polícia de Santa Rosa.

“Como uma pessoa presa tem acesso a um isqueiro na cela? Por acaso ele fazia mágica? Como podemos acreditar que ele se enrolou em um colchão e ateou fogo nele mesmo. Queremos a verdade dos fatos”, exigiu Wilhiam Batista, irmão da vitima que mora em Rio Branco.

O secretário adjunto da Polícia Civil, Josemar Portes, informou que, na verdade, Elder Batista foi preso pelo crime de ameaça, inclusive, a pessoa ameaçada registrou um boletim de ocorrência.

“O fogo na cela aconteceu no momento em que Polícia Militar lavrava o boletim de ocorrência. Por isso vamos apurar todos os fatos, há indícios que a vitima apresentava sintomas de embriagues e de consumo de drogas, mas, tudo isso ainda será investigado”, recordou.

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