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Polícia Civil prende advogado em Sena Madureira

Acusações: homicídios, tráfico de droga e crimes sexuais

Um advogado de Sena Madureira, município distante 144 quilômetros de Rio Branco, foi preso na manhã desta sexta-feira, 18, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, homicídios, crimes contra a administração da justiça, e, crimes contra a liberdade sexual.

A prisão de Renato Rodrigues, 54, aconteceu na residência/escritório do acusado, no centro do município, e, faz parte da operação “Rábula”, deflagrada pela Delegacia Itinerante da Polícia Civil, coordenada pelo delegado Roberth Alencar.

De acordo com a autoridade policial, na casa do investigado, a polícia apreendeu farta quantidade de material erótico, computadores, um veículo Vectra, placas da cidade de Porto Velho/RO, além de várias mídias contendo conteúdo pornográfico.

José Cardoso Neto, 73, o Ceará, também foi preso na operação policial, acusado de coautoria dos delitos atribuídos ao advogado Renato Rodrigues. Na operação “Rábula”, Geane Batista da Costa, filha adotiva de Renato, foi presa na cidade Itamaraju/Bahia.

Geane é investigada por financiamento e transporte de entorpecente para a cidade de Sena Madureira/Ac, além da participação nos crimes contra a dignidade sexual. A suspeita é de que Geane participava das orgias patrocinadas por Renato, a polícia esta investigando.

Para o delegado Roberth Alencar, a prisão do advogado e de seu cúmplice, José Cardoso, é resultado de uma investigação que objetiva neutralizar as ações de um dos “arquitetos” de vários crimes, cometidos em Sena Madureira, entre os quais o assassinato de uma adolescente de 12 anos.

“A ação contou com o apoio do secretário Emylson Farias, da direção como um todo, além da participação da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Decco). Isso demonstra que o governo do Estado, através da Polícia Civil, cumpre seu dever constitucional”, observou Roberth.

Trata-se de uma prisão temporária de 30 dias, podendo ser prorrogada para igual período ou convertida em preventiva. O trabalho da polícia foi acompanhado por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil/ Acre, Dr. André Néri.

O representante da OAB disse que a Polícia Civil atuou de forma profissional, respeitando todas as prerrogativas previstas em Lei. “A instituição não entra no mérito da ação, segue o que determina a legislação, quando de requisição. A Polícia Civil agiu de forma irretocável”, disse o representante da Ordem.

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