Polícia de Trânsito intensifica operação para coibir rachas

A prática do racha, ou pega, envolve pelo menos dois veículos e ocorre de forma ilegal

No último fim de semana, nessa avenida, dois carros, sendo um deles de luxo, foram flagrados, em alta velocidade, por câmeras de segurança. Por pouco, eles não atingem um veículo preto, que fazia o contorno na via. Segundos depois, é possível ver que o motorista da BMW vermelha perde o controle do carro, gira e capota.

Desde então, a Polícia de Trânsito intensifica a realização de operação para coibir disputa de racha. Mesmo já existindo uma punição, a vigilância ficou mais severa, pois o motorista que se envolve em racha ou pega, e assume o risco de causar a morte de outra pessoa, será punido imediatamente pela Policia de Trânsito, a partir do momento que for identificado que não é um acidente convencional de trânsito.

De acordo com o Tenente Ruy Farias, do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) do Acre, além da vigilância, é necessário ter denúncias. “É importante que se denuncie para que possamos coibir de forma mais eficaz esse tipo de atitude irresponsável no trânsito”, afirmou o Tenente Farias.

A prática do racha, ou pega, envolve pelo menos dois veículos e ocorre de forma ilegal. O local escolhido geralmente é um trecho, com pista dupla e uma reta, para que os carros consigam desenvolver a mais alta velocidade possível.

O Tenente Ruy Farias explicou que a prática é de difícil controle e operações são realizadas com rotina na tentativa de inibir que motoristas se envolvam em racha.

Somente no primeiro quadrimestre deste ano, foram realizadas 791 operações, com 12.451 abordagens. E 180 acidentes com vítimas foram registrados. Sendo 307 pessoas autuadas por dirigir sem habilitação e 453 por embriaguez.

Em agosto de 2021, Jonhliane Paiva de Souza, de 30 anos, morreu ao ser atingida por uma BMW que trafegava a mais de 150 quilômetros por hora, na avenida Antônio da Rocha Viana. O motorista que participava de um racha, foi condenado à 10 anos e 10 meses de prisão por homicídio simples, com dolo eventual, e 1 ano e 3 meses e 17 dias por embriaguez ao volante e omissão de socorro, no dia 19 de maio.

Matéria da repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta

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