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Polícia não tem como saber se adolescente foi assassinada

Testemunha é peça chave para o inquérito policial

A polícia procura uma testemunha que disse ter visto a adolescente Naythanmy de Oliveira Sphiel, de 16 anos, ter saltado da passarela Joaquim Macedo. Essa pessoa pode trazer ao inquérito a informação do que realmente aconteceu no dia 20 de novembro quando a garota desapareceu nas águas do Rio Acre. O corpo foi encontrado três dias depois a 100 metros da passarela.

Uma marca do pescoço levou a polícia a pensar em estrangulamento, mas, o laudo do Instituto Médico Legal descartou essa hipótese.

O diretor do IML, Haley Vilas Boas, explicou que Naythanmy teve um trauma medular. Da passarela até chegar ao rio, o corpo atingiu a velocidade de 50 quilômetros por hora. Como o rio estava raso, ela bateu com a cabeça na água atingindo o barro.

“O que a perícia não tem como responder se foi homicídio, suicídio ou acidente. Só é possível essa análise quando o corpo fica no local onde ocorreu o problema. Como a correnteza levou o corpo, não temos como verificar”, explicou.
A vítima era filha de Emanuel Opok, que foi testemunha contra o Esquadrão da Morte. Esse fato levantava mais uma linha de investigação: Naythanmy teria sido morta num plano de vingança?

As causas da morte da adolescente a polícia já sabe: se ela se jogou ou foi jogada da ponte é que precisa ser respondido.

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