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Prefeitura gasta R$ 175 mil em 4 meses de guerra de facções

Cada funeral tem custo de R$ 1,9 mil ao município

Com a série de execuções que tomou conta de Rio Branco, estourou o orçamento da prefeitura para doação de caixões e jazigos para famílias carentes. Em 90% dos casos de homicídios, resultado das brigas entre facções, os custos funerários foram pagos pela prefeitura.

De outubro de 2016 aos primeiros dias de fevereiro desse ano, foram pagos 92 funerais para pessoas mortas nos confrontos. Cada atendimento custou ao município R$ 1,9 mil.

Só com urnas e jazigos foram gastos nesses quatro meses R$ 175 mil, e esse valor, não foi maior porque existe um convênio da prefeitura com as funerárias. Além dos caixões, o município ainda paga ao cemitério Morada da Paz, a manutenção mensal dos jazigos que chega a R$ 140 mil.

Na verdade os gastos do município começaram em abril do ano passado, quando começaram os ataques a prédios públicos. O morador de Rio Branco começou a ver um outro tipo de violência: a briga entre facções por espaço.

No mês de outubro a matança entre os grupos rivais se intensificou. As imagens de jovens degolados e esquartejados ganharam as redes sociais. Nesse mês, a média era de duas pessoas assassinadas por dia. A polícia nem procurou os culpados, tudo entra na lista de acerto de contas.

Em dezembro, o número de execuções cresceu assustadoramente. Foram 41 assassinatos. Em apenas um final de semana, foram seis execuções em diferentes bairros da Capital.

Famílias de baixa renda podem conseguir com a prefeitura a urna o jazigo no cemitério. Tudo pago pela administração pública. Além dos casos de pessoas mortas pela briga de facções a prefeitura ainda atende famílias carentes que perdem seus entes queridos em hospitais ou acidentes.

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