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No Acre, presos começaram a ser vacinados nesta segunda

Foram distribuídas 1.140 doses da AstraZeneca neste momento

Seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde (MS), o Acre iniciou nesta segunda-feira (31), a vacinação contra a covid-19 da população privada de liberdade, nas unidades prisionais do Estado.

Só para Rio Branco, foram destinadas, nesta primeira fase, 1.140 doses da vacina Astrazeneca, distribuídas igualmente entre a unidade Francisco de Oliveira Conde (Foc), Antônio Amaro Alves e Unidade Prisional Feminina (UPF). Estão sendo vacinados primeiramente reeducandos com idade a partir de 38 anos, com prioridade aos que portam algum tipo de comorbidade.

Participam do processo de vacinação servidores públicos da unidade de saúde prisional, entre eles enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de estagiários voluntários do curso de enfermagem da Uninorte.

A população carcerária entra no Plano Nacional de Imunização (PNI) como grupo prioritário por corresponder a um dos públicos mais vulneráveis em relação à covid-19. Por viverem em ambiente insalubre e por questão de espaço, é difícil estabelecer algum controle ou distanciamento social entre os indivíduos dentro das unidades.

Segundo levantamento do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), já foram contabilizados 286 casos de infecção por coronavírus e quatro óbitos de pessoas privadas da liberdade. O saldo é considerado positivo para o sistema que, atualmente, conta com aproximadamente 3.400 reeducandos reclusos, só no complexo penitenciário de Rio Branco.

Assim que ingressam no sistema, os novos reeducandos passam por processo de desinfecção e ficam isolados, em quarentena. Testes rápidos e de swab também são disponibilizados pela Secretaria de Saúde sempre que necessário.

“Estou aqui há dois anos cumprindo pena em regime fechado. Fui um dos que foram diagnosticados com covid-19 e recebi todo o tratamento, até ficar saudável. Para nós, que vivemos agrupados, a notícia da vacinação traz um alívio e ainda a esperança de poder receber nossos parentes com maior segurança. Senti os efeitos da doença, mas graças a Deus tudo correu bem e não precisei de internação”, contou Luiz Ferreira, de 27 anos.

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