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Reitor promete punição aos vândalos da Ufac

Polícia Federal inicia investigação

Depredações, pichações, invasão ao laboratório e até atropelamento de capivara. Tudo isso aconteceu na última sexta-feira, na Ufac, durante um sarau. A reitoria da universidade se pronunciou sobre o caso que agora será investigado pela Polícia Federal.

O sarau aconteceu no Coliseu da Ufac, um palco ao ar livre próximo ao restaurante universitário, destinado a atrações artísticas. Mas do evento que reuniu cerca de 800 pessoas e que teve 7 horas de duração, o que repercutiu mesmo foi a ação de um grupo, que espalhou depredação pelo campus.

No laboratório de Engenharia Agronômica, que fica a poucos metros do local onde acontecia o sarau, experimentos científicos foram destruídos, jogados em cima de uma mesa. Armários foram quebrados e portas, geladeira e um computador foram pichados.

A pichação com a letra A no centro é uma referência ao Anarquismo, uma ideologia política que se opõe a todo tipo de hierarquia e dominação, seja ela política, econômica, social ou cultural.

Em um dos banheiros masculinos localizados há poucos metros do local onde aconteceu o evento cultural, os pichadores deixaram a marca. Na mesma noite, uma capivara foi encontrada morta no campus. Teria sido vítima de atropelamento.

A reitoria da universidade está levantando os prejuízos, mas a Polícia Federal já foi acionada para investigar quem são os responsáveis pelos fatos. “Se for verificado que são estudantes, inclusive com risco de serem expulsos da universidade. Quando você agride patrimônio público você está sujeito a punições judiciais e isso não abrimos mão. Não podemos permitir que pessoas possam praticar vandalismo com aquilo que faz parte do bem comum”, disse o reitor da Ufac, Minoro Kimpara.

A Ufac não dispõe de monitoramento por câmeras, ainda está implantando o sistema de segurança. Mas, segundo o reitor, já está claro que os organizadores do Sarau Cultural não são responsáveis, mas, por enquanto, esse tipo de evento será suspenso na universidade, até que sejam identificados os vândalos.

Nos corredores, os acadêmicos não falam em outra coisa. Lamentam pelo ocorrido e também se negam a acreditar que alunos da Ufac tenham se envolvido nos atos de vandalismo e depredação.

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