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Repercussão da morte do educador físico

Movimento LGBT não tem dúvida: foi homofobia

Nessa segunda-feira, a família de Elionei Linhares de Araújo foi até a delegacia de homicídios passar todas as informações que possam levar ao matador (ou matadores) do professor de Educação Física que tinha 27 anos.

O jovem desapareceu na quinta-feira passada à noite. O corpo do educador foi encontrado no sábado na região do Quixadá. Estava com 27 perfurações de arma branca nas regiões do tórax e do pescoço.

A polícia descobriu que, na quinta-feira, o professor foi até um balneário situado na estrada de Porto Acre. Estava acompanhado por um homem. Na saída do local, no final da tarde, a mochila de Elionei ficou com a pessoa que já teve o nome identificado pela policia.

Os familiares contaram que no período da noite, o professor recebeu uma ligação telefônica para buscar a mochila. Depois, não foi mais visto. A motocicleta, o aparelho celular e a carteira da vítima foram levados.
A polícia não sabe se foi um latrocínio, roubo que tem como consequência a morte, um homicídio ou a causa seria um crime por homofobia.

A família acredita nessa última hipótese. O tio da vitima, Valdeusmar Linhares, pede ajuda para encontrar o assassino ou assassinos. “Ele era um rapaz tranquilo, não ingeria bebida alcóolica, não usava drogas, sua vida era cuidar da mãe e da avô, com quem morava”, contou.

Liderança do movimento GLBT no Acre, Germano Marino, acompanhou a família na delegacia. Para ele, a morte de Elionei mostra a violência que é gerada pelo preconceito da sociedade com os homossexuais.

“Vivemos um período conturbado onde os discursos homofóbicos ficam cada vez mais forte. Precisamos fazer alguma coisa para
acabar com tanto ódio. A polícia precisa da um resposta a esse caso”, pediu. A escola Terezinha Miguéis, no bairro Quinze, onde Elionei trabalhava não abriu hoje.

A polícia deve começar a ouvir testemunhas e suspeitos nessa terça-feira.

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