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Surreal: presos exigem segurança em presídio

Eles pedem uso de tornozeleira eletrônica

A frente do Fórum Criminal foi alvo de um protesto incomum. Presos beneficiados pelo regime semiaberto exigem da Justiça mais segurança. Eles entendem que a insegurança na Papudinha poderia ser resolvida se a Justiça determinasse uso de tornozeleiras eletrônicas.

Na segunda-feira à noite (5), a frente da Papudinha ficou lotada de detentos do regime semiaberto. Os 342 presos que cumprem pena nessa unidade penitenciária estão preocupados com as constantes ameaças de chacina entre as facções criminosas do lado de dentro ou fora do prédio.

Com isso, eles alegaram falta de segurança e decidiram não dormir no local na noite da segunda-feira. “Nós já fomos ameaçados de, a qualquer hora, ter uma chacina aqui. Os policiais só chegam, dá bacu [revista] na gente e sai fora (sic)”, disse o preso Francisco Ferreira.

Diante dessas denúncias, a juíza da Vara de Execuções Penais já havia liberado os presos no sábado para dormirem em suas casas. Para reforçar o pedido a juíza, os detentos fizeram um manifesto na manhã desta terça-feira em frente ao fórum criminal.

Eles desejam não retornar mais à unidade e para isso pedem que seja realizado o monitoramento eletrônico. “Nós temos segurança lá dentro. Mas, fora, nós não temos segurança”, disse Francisco Nascimento, um dos participantes do protesto.

O grupo alega não fazer parte de nenhuma facção criminosa e, por isso, vira alvo fácil dos outros presos, já que a unidade não possui qualquer divisão entre os alojamentos. O diretor da Papudinha, Denis Pícolo, afirma que medidas já estão sendo tomadas para resolver essa situação.

“Nós temos um projeto ideal, que não vai possível ser executado, e temos um plano B que vamos trabalhar nele”, afirmou Pícolo. O diretor disse que o policiamento vai ser reforçado, inclusive com agentes treinados para garantir vigilância dos detentos.

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