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2018: o ano da velha retórica do “novo” na Política

De fato, o que há de inovador no que eles fazem?

No barrancos do Acre, 2018 já se anuncia como um ano que vai trazer o mais do mesmo em um aspecto: a velha retórica do “novo” na política. E não é para menos. O desespero dos partidos se justifica plenamente.

As lideranças políticas de todos os partidos ou estão calvas, ou com as cãs ofuscantes ou caprichando no colorido acaju. O rosto riscado pelo tempo e por centenas de seminários, conferências, plenárias e votações é a expressão do cansaço.

O Palácio Rio Branco já aponta, discretamente, o que imagina ser um mosaico de nomes de jovens (ou de nomes novos na política) que possam qualificar o cenário não apenas do próprio Poder Executivo, mas dos parlamentos.

Já se colocou os balões de ensaio Emylson Farias (secretário de Estado de Segurança Pública), Nazareth Lambert (vice-governadora) e Daniel Zen (deputado estadual). Para o parlamento, há mais ousadia (no sentido de apresentar nomes desconhecidos do povo) como o secretário de Estado de Saúde, Gemil Júnior, e a secretária de Estado de Comunicação, Andréa Zílio.

Nos partidos de oposição, o cenário é ainda pior. A impressão que se tem é que a dificuldade em fazer surgir novas lideranças é maior. As três “novidades” que emergiram nos últimos anos foram Wherles Rocha (PSDB), Eliane Sinhasique (PMDB) e Roberto Duarte (PMDB).

Alguém poderia desesperar-se e dizer: “Tem o Whendy Lima e o Nicolau Júnior!”. Mas, aí o desespero beiraria à apelação. É prudente manter o decoro.

Abaixo, segue uma lista com alguns nomes que podem estar na relação a ser escolhida pelo eleitor. Observando com algum cuidado os nomes, a pergunta que vem à cabeça é: de fato, o que há de inovador, no que eles pensam e fazem?

Boa parte deles passa o dia cutucando o celular, ditando verdades em 140 toques em redes sociais, reverenciando a própria imagem em selfies calculados ou ruminando expressões típicas de palestras motivacionais como: “sair da zona de conforto”; “otimizar” ou “fidelizar”.

Outra parte da lista já possui responsabilidades na gestão pública. Estão tentando concretizar as “inovações”, entranhados organicamente no que a própria sociedade já demonstra estar velho.

O atual cenário político no Brasil exige uma mudança urgente. É uma sentença óbvia. O problema é que não se sabe exatamente qual mudança deve ser concretizada.

Talvez, uma real “inovação” estivesse no seguinte gesto: os atuais caciques da política acriana (todos) abrissem mão de se (re)candidatar. Poderiam, no máximo, ser conselheiros. Que prática política seria concretizada a partir disso?

Toma-lhe, (e)leitor! Uma lista de “novidades”

Alan Rick (deputado federal)

André Kamai (assessor especial do prefeito Marcus Alexandre)

Andréa Zílio (secretária de Estado de Comunicação)

Carlos Gomes (liderança da Rede Sustentabilidade; foi candidato a prefeito de Rio Branco)

Daniel Zen (deputado estadual PT)

Emerson Jarude (vereador PSL)

Emylson Farias (secretário de Estado de Segurança Pública)

Gabriel Forneck (diretor da RBTrans)

Gemil Júnior (secretário de Estado de Saúde)

Gladson Cameli (senador PP)

Henry Nogueira (secretário de Estado de Pequenos Negócios)

Jenilson Lopes (deputado estadual PCdoB)

Jéssica Sales (deputada federal PMDB)

Léo de Brito (deputado federal PT)

Marcus Alexandre (prefeito de Rio Branco)

Nazareth Lambert (vice-governadora)

Ney Amorim (deputado estadual PT)

Roberto Duarte (vereador)

Rodrigo Forneck (vereador PT)

Rodrigo Pires (publicitário) 

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