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68 ônibus podem estar irregulares, denuncia vereador

Empresas estão devendo licenciamento, multas e IPVA

Denúncia apresentada pelo vereador Roberto Duarte (PMBD) durante a sessão dessa quarta-feira aponta que boa parte dos coletivos que circula na Capital pode estar com a documentação irregular.

Segundo o parlamentar, 32 veículos estão com placas de São Paulo. Em outros 34, as placas são de duas cidades baianas. Duarte encontrou 68 coletivos com a tarjeta na placa onde aparece o nome “Rio Branco”. No entanto, não foram pagos os documentos como licenciamento, multa e IPVA.

O mais grave é a investigação em 46 ônibus, cujas placas são da Capital, mas quando se busca os dados do ônibus, essas mesmas placas não constam nos registros do Detran. É como se essas placas não existissem no sistema ou, simplesmente, fossem falsas. “É muito estranho não conseguir os dados dessas placas. Temos que saber o que está acontecendo”, disse Roberto Duarte.

A pesquisa foi feita na semana passada e descobriu ainda, que mesmo os ônibus com placas de Rio Branco, as empresas não estão pagando as multas e o licenciamento. A dívida com o Detran do Acre chega a R$ 396 mil e não está nessa conta os 46 coletivos cujas placas não foram encontrados os registros no Detran.

Os ônibus com placas de outros estados também estão em débito com seus estados. Em São Paulo, a dívida com o Detran é de R$ 123 mil e na Bahia R$ 180 mil.

O vereador Roberto Duarte adiantou que vai apresentar um requerimento pedindo que a Câmara faça uma investigação. “As empresas do transporte coletivo conseguiram aprovar um reajuste na tarifa de R$ 3,80, mas não pagam os impostos como qualquer motorista é obrigado a pagar. Os ônibus podem estar rodando de forma irregular e ninguém fiscaliza”, reclamou.

O vereador Rodrigo Forneck (PT) informou que as empresas se comprometeram em começar a regularizar os veículos até o final desse mês. “As empresas não têm dinheiro para regularizar todos os veículos. Até julho, elas vão passar todas as placas para o Estado e, assim, a arrrecadação dos impostos fica por aqui”, informou.

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