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Ação do Bope para desbloqueio da AC-40 vira pauta na Aleac

Moradores do Polo Benfica pediram apoio dos deputados

Durante sessão realizada na manhã desta quarta-feira (24) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), vereadores, deputados e representantes do ramal Polo Benfica se reuniram para discutir sobre a ação dos policiais para dispersar os moradores que na terça-feira (23) mantiveram um trecho da AC-40 interditado. Alguns representantes da comunidade foram até a Aleac para pedir o apoio dos deputados.

“Aquilo foi uma truculência que não foi preciso porque nós fizemos uma negociação com o coronel da polícia que a gente ia abrir 30 minutos e fechava novamente, abria e fechava, não tinha necessidade daquilo porque estávamos a todo tempo negociando, a gente só queria o nosso direito adquirido”, disse o estudante, Erinaldo Batista.

Na tribuna, Cadmiel Bonfim (PSDB), disse que não interpretou a ação da polícia como exagerada ou truculenta. O deputado se posicionou entendendo que um limite de tolerância foi suportado, mas que a partir de determinado momento a ação se fez necessária.

“Eles estavam desde a parte da manhã dialogando, preservando a manifestação para que eles se manifestassem de forma ordeira, mas chega um momento em que tem que se desobstruir uma via, foi dado a ordem, mas eles resistiram, ninguém pode querer resistir com a polícia que é o braço armado do Estado. Não foi usado nenhuma arma letal, foi usado gás lacrimogêneo, bomba de efeito moral, então não houve truculência por parte da Polícia Militar, eles apenas garantiram o direito constitucional das pessoas de ir e vir”, falou Bonfim.

Daniel Zen (PT) teve uma postura mais neutra. O deputado acredita que a ação poderia ter sido evitada com a presença de um mediador. “A verdade é que não há no governo atualmente essa equipe que possa fazer esse trabalho prévio ao trabalho da polícia e acaba tendo uma sobrecarga, uma exigência além daquilo que são as habilidades e competências que a gente requer de um policial ou de uma guarnição, de uma equipe, de um pelotão, enfim, de qualquer unidade policial”.

Já o deputado Roberto Duarte (MDB) apontado por ter se posicionado contra ação dos policiais, negou o fato e afirmou que apenas respondeu a um pedido de orientação por parte da comunidade do ramal. Duarte enfatizou, ainda, que se existe um culpado nessa história, não seria nem os moradores nem os policiais.

“O que nós recebemos na câmara foi uma comissão dos manifestantes, que lá estavam, dizendo que havia uma forma truculenta contra eles, me perguntaram o que fazer assim como também perguntaram para outros parlamentares, foi indicado a eles que procurassem a Corregedoria Geral da Polícia Militar para salvaguardar a própria Polícia Militar e os manifestantes para investigar o que aconteceu realmente. Eu acho que quem errou foi o Governo do Estado e o município, uma vez que não mandaram interlocutores para fazer essa negociação com os manifestantes”, concluiu o deputado.

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