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Acre: primeiro do Norte a ter ensino em tempo integral

Aula inaugural para sete primeiras escolas

O Teatro Plácido de Castro reuniu estudantes das escolas Armando Nogueira, Glória Perez, Instituto de Educação Lourenço Filho (IELF), José Ribamar Batista (Ejorb), Sebastião Pedrosa, Humberto Soares e Boa União para a primeira aula do sistema de ensino em regime integral. O Acre é o primeiro do Norte a efetivar a novidade imposta pelo Governo Federal.

O governador Tião Viana, acompanhado de secretários de Estado, diretores de escolas e parlamentares estaduais e federais, conduziu a aula inaugural. Técnicos em Educação do Estado não admitem publicamente, mas a implantação do sistema em tempo integral é uma dessas ações de Governo necessárias, mas que foi conduzida a fórceps pelo Governo Federal.

Traduzindo: é necessário, todo mundo sabe da importância, mas que teria que ser implantada de maneira processual e “mais dialogada” com a comunidade escolar. O fato é que não foi. Assustado com a última avaliação do Ensino Médio, o Governo Federal precisou agir rápido. Atropelou o Congresso por meio de uma Medida Provisória e assegurou a implementação do ensino em regime integral.

O Acre foi o primeiro do Norte a executar a política. Montou grupo específico na Secretaria de Estado de Educação e conseguiu vitórias gradativas no emaranhado burocrático do Ministério da Educação para começar o trabalho.

O número que o Governo do Acre massifica é de R$ 28 milhões para a execução do ensino em tempo integral para as sete primeiras escolas, todas na Capital. A ideia é expandir para unidades no interior onde o impacto dessa modalidade de ensino na qualidade de vida do estudante deve ser muito maior.

“Os jovens vão construir, a partir desse modelo de ensino, o seu plano de vida”, avaliou o governador Tião Viana durante a palestra.

É uma fala que dialoga com o que disse o ministro da Educação, Mendonça Filho, em palestra proferida ontem (31) a estudantes brasileiros nos Estados Unidos e divulgada no site do Ministério da Educação. “O objetivo é tornar o ensino médio mais atraente e ligado ao mundo em que vivemos”, disse.

Ele resumiu da seguinte forma o modelo vigente de Ensino Médio no Brasil. “Ele é enciclopédico, desconectado da juventude”.

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