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Acre Real antecipou relatório da CGU em Cruzeiro

Desmando na Educação esmiuçado em números

Entre novembro de 2015 e julho de 2016, a TV Gazeta mostrou uma série de reportagens sobre as irregularidades na merenda escolar nos municípios do Acre. Os órgãos fiscalizadores foram procurados, mas, não fizeram nada para mudar a vida de milhares de crianças prejudicadas.

No início de setembro desse ano, a CGU (Controladoria Geral da União) foi até Cruzeiro do Sul e comprovou o que já tinha sido denunciado.

Os técnicos verificaram que em algumas escolas do município faltavam mesas para servir a merenda escolar, e, em outras, não havia cadeiras ou eram insuficientes para a quantidade de alunos.

Em todas as escolas visitadas, a merenda não seguia o cardápio preparado pela própria prefeitura. As merendeiras faziam adaptações com o que tinham em estoque. Na maioria das vezes, era servida bolacha com suco, como mostramos durante a série Acre Real.

O superintendente da CGU/AC, Ciro Jônatas, mostrou que durante a vistoria verificou que a prefeitura tem apenas dois nutricionistas para cuidar de quase 12 mil alunos, quando o certo é ter 6 profissionais para esse setor.

Esse é um problema comum em todos os municípios do Acre. Em Mâncio Lima, por exemplo, durante a série Acre Real, flagramos a cozinheira com meio quilo de carne moída para a merenda das crianças de uma creche. Para dar volume à comida seria acrescentada farinha.

Os servidores chegavam a fazer vaquinha, juntar dinheiro para comprar a comida das crianças. Cruzeiro do Sul é apenas um caso em que a CGU conseguiu chegar.

“Vamos enviar o relatório para todos os órgãos fiscalizadores para que possam tomar as medidas necessárias e até punitivas. O que não pode é a situação continuar como está, prejudicando os alunos do município, principalmente da área rural”, alertou Ciro.

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