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Acre também está entre Marina e Dilma

Erra quem aposta em tratamento privilegiado

Marina já tem maioria da preferência do eleitorado acriano. De acordo com pesquisa VOX, publicada na edição deste domingo no jornal A Tribuna, Marina Silva (PSB) está na dianteira com 46%, seguida por Dilma Rousseff (PT) com 31% e Aécio Neves (PSDB) com 13%.

É a primeira pesquisa que se faz no Acre com Marina Silva encabeçando a chapa. A VOX ouviu 1.500 pessoas entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro, em 18 municípios do Acre. O instituto de pesquisa registrou a sondagem no TRE sob o número BR-00510/2014 e AC-00036. A margem de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é de 2,5 pontos para mais ou para menos.

Dois aspectos chamam atenção nessa dianteira de Marina. O primeiro diz respeito à condição política do Acre no atual cenário da corrida presidencial. Para o Palácio Rio Branco, a leitura que se faz é otimista “em qualquer cenário”.

Para os assessores de Tião Viana, para qualquer resultado que surja das urnas, o Acre estará “bem contemplado”: caso a “companheira Dilma” ganhe, o Acre manterá relações próximas com o Planalto. Avaliação análoga se observa caso a “acriana e amiga Marina” vença.

A lógica do Palácio Rio Branco é perigosa. Primeiro é preciso lembrar que o Acre não esteve na “agenda positiva” do Palácio do Planalto nos últimos quatro anos. Para Dilma, a palavra “acre” traz, de fato, lembranças amargas, desde a última campanha.

O Acre não tem importância numérica. Em nada. Aqui, o que vale é a força do símbolo. Portanto, uma vez vencedora, Dilma continuará dando ao Acre um tratamento “republicano” bem diferente do tutor Lula que mimou os irmãos Viana como poucos nos anos de presidência.

O tratamento de Dilma com o Acre nunca foi desrespeitoso. Ela apenas deu ao estado e às suas lideranças o peso aritmético das decisões. Nada mais, nada menos. E não será diferente em um possível segundo mandato. Por que seria?

Marina_ Engana-se quem pensa que Marina Silva possui uma postura óbvia nas suas relações de trabalho. Nas decisões dela, sobretudo com a assessoria extremamente metódica que tem, prevalece a técnica.

O tom político que lhe sobra nos palanques é amparado por um forte suporte técnico. O “marinês” (que a grande imprensa tenta esboçar por meio de estereótipos) representa bem isso.

Os apressados de plantão já saem nomeando possíveis amigos de caminhada do Acre caso a candidata do PSB vença. Nada mais equivocado em se tratando de Marina. A tendência é a mesma da concorrente petista: dar ao Acre aquilo que o Acre merece. Nem mais, nem menos.

Marina sempre gosta de repetir um bordão muito comum na região: “Quem é cocho sai de casa mais cedo”. Caso o Acre queira algum tipo de privilégio que trate de melhorar suas performances na Educação e no setor produtivo, independente de quem vença as eleições para presidente.

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