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Aleac ficará mais polarizada

Parlamentares “da Saúde” volta à Aleac

Somente no dia 26 de outubro será possível saber quem dos 24 deputados estaduais eleitos são da oposição ou situação. Mas, um cenário já é possível perceber: a Aleac está mais polarizada.

Com as atuais forças políticas que disputam o Governo do Estado, 15 deputados se enquadrariam no grupo da “situação”. Nove estariam no grupo da “oposição”. É mais equilibrada do que a atual conformação das forças políticas com que o líder do Governo tem que negociar. Atualmente, a divisão é muito favorável à Frente Popular: dos 24 parlamentares, 19 apoiam o governo.

Caso Tião Viana vença as eleições no fim do mês, a próxima legislatura da Aleac ainda seria governista, mas teria que haver maior poder de negociação porque mais deputados “da oposição” estariam em plenário.

Caso Marcio Bittar vença, a Aleac teria maioria “da oposição”, mas ainda assim daria maior margem de manobra por parte de um possível governo tucano, comparado à atual legislatura.

Deputado “da Saúde”_ Outro fenômeno que retorna nessa próxima legislatura guarda relação com parlamentares que fundamentaram sua base eleitoral em questões relacionadas à Saúde. Essa é uma bandeira que já elegeu muita gente no Acre, justamente porque a aplicação das políticas públicas em Saúde era muito mais ineficiente do que agora.

Candidatos eleitos como Heitor Júnior, Josa da Farmácia, Dr. Jenilson, André da Droga Vale sugerem que o setor de Saúde voltou a ter importância pelos aspectos assistencialistas, preenchendo um vácuo deixado pela ação do poder público.

Da receita para comprar antibiótico à cirurgia que precisa ser agendada com rapidez, essas lideranças voltam a ocupar a cena política, sejam esses candidatos eleitos com apoio da Frente Popular ou não.

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