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Vendedor é impedido de permanecer na Aleac

Seguranças agrediram vendedor na frente da família 

Na manhã desta quinta-feira (1), um fato inusitado chamou a atenção na Assembleia Legislativa. Um trabalhador ambulante, um Microempreendedor Individual, foi detido por mais de quatro seguranças legislativos. Antônio Mendonça tentava falar com o prefeito Marcus Alexandre que foi à Aleac participar de uma sessão solene. Mendonça foi acompanhado da esposa (grávida) e dos três filhos pequenos. Apanhou na frente da família. Foi agredido na frente da família. Foi envergonhado na frente da família para tentar resolver um problema de trabalho.

Ele tem encontrado dificuldade para trabalhar na feira de Economia Solidária, organizada pela Prefeitura de Rio Branco. A falta de entendimento entre o pequeno empreendedor e a coordenação da feira trouxe problemas nas vendas dos produtos infantis, vendidos na região central de Rio Branco.

Antes que Antônio chegasse ao prefeito foi abordado pelos seguranças. O fato chamou a atenção de todos que estavam no local, inclusive da equipe de reportagem da TV Gazeta que acompanhava a sessão. O homem, franzino, chegou a cair no chão enquanto era cercado por mais de quatro seguranças (alguns armados). “Eu trabalho como ambulante de mão, passo o dia na rua e às vezes não consigo vender”.

Antônio teria comprado uns peixinhos de plástico para fazer uma pescaria durante a feira e aumentar a renda. Mas, teria sido impedido por um homem que ele identificou como Carlos. “Ele disse: ‘Não, você não vai por, não! Porque quem botou o homem da pescaria aqui foi eu’.Eu expliquei que todo mundo tem concorrência. Eu tenho uma esposa que está grávida e três filhos, falei pra ele – o senhor me ajude! E ele respondeu: ‘Quem manda aqui sou eu’”, narrou o ambulante.

No meio da confusão, o ex-deputado Luiz Tchê resolveu intervir e levou Antônio até uma sala, onde o vendedor conversou com o prefeito. “Gostaria de dizer primeiro que o Carlos [Taborga] não é servidor do município. Ele é o presidente do Fórum de Economia Solidária, feirinha que acontece todo o final de semana. Teve esse problema de entendimento”, disse o prefeito Marcus Alexandre.

“Ele é um ambulante autorizado pelo município (se referindo a Antônio), atua no Calçadão. Eu já fiz contato com a direção da prefeitura que cuida aqui do Centro para que ele possa vender também o produto dele já que ele é um ambulante autorizado”, minimizou o prefeito.

O argumento utilizado pela equipe de segurança da Aleac para tentar retirar o vendedor do ambiente onde é permitida a entrada do povo foi o fato de Antônio ter batido no vidro que separa o plenário da galeria. Durante a agressão, os produtos do pequeno empreendedor foram jogados ao chão. O presidente da Assembleia Legislativa, Ney Amorim, do Partido dos Trabalhadores, não quis se pronunciar sobre a agressão que os seus comandados promoveram ao vendedor na frente dos três filhos e da esposa grávida. 

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