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AME critica orçamento para Polícia Militar do Acre

“Aumento de cinquenta mil reais para a PM é irrisório”

A Associação dos Militares do Acre faz duras críticas ao governo que mandou para a Assembleia Legislativa um aumento de R$ 50 mil ao orçamento de 2017 para a Polícia Militar, em relação ao previsto para 2016. O aumento, segundo a entidade, “é irrisório”.

Na última terça-feira, o governo encaminhou para a Assembleia Legislativa, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017. De acordo com o projeto, a redução na previsão de gastos será de quase R$ 400 milhões em relação à LOA de 2016.

Para a Segurança Pública, o governo prevê o repasse de R$ 7,7 milhões para Polícia Militar; R$ 3,7 milhões para o Corpo de Bombeiros; R$ 14,4 milhões para Secretaria de Segurança e R$ 10,6 milhões para Secretaria de Polícia Civil.

O orçamento da Polícia militar aumentou R$ 50 mil em comparação com o previsto para 2016. O valor, segundo a associação que representa a categoria, é insignificante diante da necessidade de investimentos.

“A gente percebe que o aumento de R$ 50 mil é irrisório diante dos desafios de ofertar maior segurança para a sociedade”, opina o presidente da entidade, Joelson Dias.

O representante da associação faz uma avaliação entre o que aconteceu em 2015 e este ano, quando as facções (que até então não se revelavam) afrontaram as forças de Segurança do Estado. A guerra entre grupos rivais de criminosos trouxe medo à população e prejuízos ao patrimônio público.

Como a Lei orçamentária ainda não foi aprovada, a associação pretende reforçar com os poderes, a necessidade de rever os investimentos na PM.

“No primeiro momento é tentar conscientizar o próprio governo que já deveria estar sensível pra isso por que passamos por um momento de crise. Ao mesmo tempo vamos tentar conversar com os deputados estaduais a fim de que eles assumam também essa responsabilidade”, afirma.

Dias avalia que o cenário é preocupante e pode representar a limitação das atividades da segurança no próximo ano. “A gente está diante de uma situação pelo menos vislumbrando a questão do orçamento do estado, pior do que aquilo que a gente tá, ou igual, se a gente tiver sorte”.

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