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“Antes, eu tinha orgulho. Agora, medo”, diz vigilante

Anderson Ribeiro foi baleado na UPA do Cidade do Povo

“Antes eu batia no peito e me orgulhava de ser vigilante. Hoje, tenho medo”. Essa fala do vigilante Anderson Ribeiro da Silva deu a tônica do movimento realizado pelos sindicatos ligados à Saúde. O manifesto aconteceu nesta quinta-feira em frente ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco.

Os sindicatos estão reclamando que a Secretaria de Estado de Saúde não cumpriu a promessa de melhorar a segurança nas unidades de saúde.

Anderson Ribeiro passou 21 dias no hospital. Ele levou seis tiros quando trabalhava na UPA do Cidade do Povo. O vigilante, muito abatido e de cadeira de rodas, foi o ponto marcante da manifestação dos trabalhadores.

Nos últimos dois meses, foram cinco ataques a vigilantes. Dois deles saíram gravemente feridos e um deles morreu na semana passada na Maternidade de Cruzeiro do Sul. A série de violência nas unidades de saúde preocupa os profissionais que trabalham nessas áreas.

O presidente do Sindicato dos Médicos, José Ribamar, disse durante o ato que já procurou as secretarias de Segurança, de Saúde, Ministério Público e ninguém buscou uma alternativa.

“Já fomos a todos os setores buscar ajuda e não conseguimos nada. As coisas estão piorando, morreu foi um profissional na semana passada”, explicou.

O Sindicato dos Vigilantes informou que, em função desse cenário de risco alto, os profissionais não querem trabalhar, principalmente em hospitais.

A Secretaria de Estado de Saúde, através do secretário adjunto de Gestão Administrativa, informou que já está tomando providência para melhorar a segurança nas unidades, mas o assunto é complexo e não dá para resolver de uma forma rápida.
Na próxima quarta-feira, os sindicatos voltam a fazer manifestação no centro da cidade.

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