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Associação ataca governo com “Policial Legal”

Só ir pra rua com condições de trabalho preservadas

Militares decidem ampliar represália contra decisão do governo do estado de cortar auxílio alimentação dos inativos e decidem criar o que chamara de “Polícia Legal”. A partir dessa quarta-feira, os militares não farão o policiamento com coletes com a validade vencida e não entrarão nas viaturas que estiverem com os documentos vencidos ou apresentarem avarias que coloquem em risco a segurança dos agentes.

A medida foi tomada em uma assembleia da categoria que aconteceu na manhã dessa quarta-feira em frente ao comando geral da corporação. Segundo o presidente da Associação dos Militares do Acre, Joelson Dias, essa é apenas a primeira etapa das manifestações.

Os militares estão revoltados coma decisão do Governo do Estado de retirar, nesse mês de dezembro, o auxílio alimentação. Todos os meses o governo repassa R$ 850 para quem está na ativa e para os inativos.

Só que, a partir desse mês, os aposentados e pensionistas deixam de receber esse dinheiro. Os militares deram um prazo de mais uma semana para o governo mudar de ideia. Caso contrário, na próxima quarta-feira, quando será realizada outra assembleia, podem decidir por paralisação e até greve.

“O governo deveria buscar alternativas de reduzir despesas, como tirar os cargos comissionados. Ao invés disso, ataca os militares retirando um dinheiro substancial. Além dos bandidos, nós temos agora que nos defender do governo. Assim, não dá”, reclamou.

O comandante da Polícia Militar, coronel Júlio César, informou que manifestação era desnecessária. O governo tomou a decisão de retirar o auxílio alimentação dos aposentados e pensionistas baseado na súmula vinculante 55 do Supremo Tribunal Federal, que retira o pagamento do auxílio alimentação aos inativos.

“No ano que vem, o governo volta a estudar uma forma de compensar. Não dá é para fazer esse movimento agora quando a população precisa da tropa para combater o crime organizado”, relatou.

A direção da associação contestou a interpretação da súmula alegando que ela não atinge os militares. Na próxima quarta-feira, acontece outra assembleia da categoria onde vão decidir qual o novo rumo do movimento.

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