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Atlas da Violência não aborda o pico da criminalidade

2016 não está nas estatísticas do estudo do Ipea

Os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, na manhã dessa segunda-feira, tentam maquiar a realidade vivida pelos moradores do Estado. Foram apresentados os números do Atlas da Violência no Brasil entre 2005 e 2015.
Por esses números, o Acre tem a menor taxa de homicídios da região Norte e ficou em 9º entre os menores índices de violência do país.

Só que a pesquisa não cita o ano de 2016, quando houve um pico de assassinatos. Foram registrados 355 homicídios: matava-se, em média, uma pessoa por dia. Essa quantidade chega a ser 120% maior que 2015.

O secretário Emylson Farias usou o Atlas para mostrar o trabalho que vem fazendo no combate à violência como a contratação de mais policiais e a compra de equipamentos e viaturas.

Só que os números de assassinatos não param de crescer. Comparando os números, 2017 pode ser mais violento ainda. Nos quatro primeiros meses desse ano, foram 166 homicídios. Em 2016, eram 30, mensalmente.

Desde o ano passado, os moradores do Acre vivem sob pressão dos bandidos: carros, ônibus e órgãos públicos incendiados; os arrombamentos de residências não param e os assaltos ficaram comuns no meio da rua. E, para completar, não cessou a série de execuções e a luta entre facções criminosas.

O secretário informou que existe uma tendência nacional para aumento da criminalidade, mas com o trabalho desenvolvido no Acre, Emylson acredita que ainda dá para derrubar esses números.

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