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Auditores do TCE pressionam contra assessoria militar

Grupo deve apresentar moção de desagravo no início do ano

O conselheiro Cristovam Messias não inicia a rotina de presidente do Tribunal de Contas do Acre logo nos primeiros dias de 2019. Sai de férias. O vice da ocasião será o atual presidente, conselheiro Valmir Ribeiro. É com este que uma pequena bomba deve ser manejada.

E o problema vem de uma das mais qualificadas searas da corte de contas: o grupo de auditores. Sem reajustes, a categoria está insatisfeita “com uma série de conduções feitas pelos dirigentes do TCE”, como relata uma fonte do tribunal.

Na última sexta-feira (21), por muito pouco, uma “moção de desagravo” não foi publicada pelos auditores denunciando o que eles classificam como “desrespeito” com a possibilidade de ampliação do tamanho da assessoria militar. Questionam o aumento no gasto público em um setor que não demonstra a mínima eficiência.

“Como aumentar a assessoria militar se o atual responsável pelo cargo, com ar de orgulho, não esconde segredo sobre os serviços particulares que presta a alguns conselheiros da corte e não faz o que deve ser feito?”, indigna-se outra fonte.

A fala faz referência ao furto de documentos oficiais e sigilosos do Governo do Acre que desapareceram da Diretoria de Auditoria Financeira e Orçamentária em novembro. Até hoje, o TCE, por meio da assessoria militar, não se explicou sobre o assunto.

A situação foi contornada, mas não resolvida. Os auditores mantêm a intenção de apresentar o documento. Farão isso no início do ano ao conselheiro Valmir Ribeiro. Não querem que uma assessoria que consideram ineficiente aumente os custos da corte de contas, sendo que o último reajuste que a categoria sentiu no bolso foi em 2014 com o aumento do auxílio-saúde.

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